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O dólar comercial abriu o dia estável, negociado a R$ 1,772 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial abriu o dia estável, negociado a R$ 1,772 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,11%, cotada a R$ 1,772. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,22%, a R$ 1,7684.

Hoje é a vez do Japão fomentar preocupações com a recuperação global. O país divulgou hoje uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) muito inferior ao estimado, de 0,4% no segundo trimestre, ante estimativas de 2,3%. Foi o menor crescimento em três trimestres. A notícia tem impacto negativo nas bolsas em todo o mundo, o que favorece ativos de menor risco, como os títulos públicos e o dólar.

No Brasil, a percepção esta manhã é de que os dados japoneses representam um reforço no cenário que se desenha desde que os dados fracos dos Estados Unidos começaram a surgir e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) confirmou a fragilidade da economia norte-americana. Ou seja, pesam a favor do fortalecimento do dólar as incertezas globais, ao mesmo tempo em que beneficiam o real as perspectivas de que o Brasil continua se apresentando como uma economia emergente de destaque em meio à crise global. As expectativas de fluxos positivos de recursos para o País permanecem.

Ao mesmo tempo, pesa no comportamento do mercado brasileiro de câmbio o fato de que boa parte dessas expectativas foi antecipada. A maior operação prevista de captação de capital internacional - a capitalização da Petrobras - seria o principal motivo para que o mercado tenha alcançado posição vendida de cerca de US$ 13 bilhões no mês passado. A operação atrasou, o mercado devolveu uma pequena parte desses recursos, mas a perspectiva de que a capitalização seja efetivada em breve ainda trava as negociações.

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