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No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,51%

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O dólar comercial abriu o dia estável, negociado a R$ 1,753 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,51%, cotada também a R$ 1,753. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,12%, a R$ 1,754. 

No exterior, a esperada intervenção do Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês) na economia ocorreu, mas está se mostrando insuficiente para segurar a valorização do iene, que volta a subir em relação ao dólar. Na Europa, o feriado bancário de Londres reduz a liquidez e o euro recua ante o dólar. As direções desencontradas no mercado internacional de moedas e a cautela com a agenda dos EUA - que ganhou ainda mais destaque depois que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), Ben Bernanke, disse que a instituição agirá, se necessário - mantêm o mercado de câmbio indefinido no Brasil. 

Até porque a proximidade do vencimento dos contratos futuros de setembro tende a acirrar os movimentos técnicos, que podem descolar a trajetória das cotações dos fundamentos e das influências diárias nos negócios. O mercado vai continuar de olho no fluxo de recursos, que segura eventuais movimentos de alta do dólar. O foco principal é a operação de capitalização da Petrobras, já que o mercado aposta no cumprimento do cronograma, que prevê o desfecho no dia 30 de setembro. Até lá, outras captações devem ocorrer. A avaliação dos especialistas é de que o mercado está receptivo ao Brasil e a volta das operações privadas depende somente do fim das férias do hemisfério norte, nesta semana. 

Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, participa do 7º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com a palestra "O custo do capital e o PIB". Os investidores ficarão atentos a eventuais novidades. O mesmo ocorrerá com relação ao evento "Infrastructure Investment World", que começa hoje e vai até quarta-feira. Na programação, há um workshop cujo tema é a exploração do pré-sal e as possibilidades de investimento.

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