O dólar comercial abriu em baixa de 0,29%, negociado a R$ 1,695 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial abriu em baixa de 0,29%, negociado a R$ 1,695 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,35%, cotada a R$ 1,70. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em baixa de 0,25%, a R$ 1,6955.

O mercado internacional continua convicto de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) vai colocar mais dinheiro na economia norte-americana e aguarda a definição sobre os incentivos para o início do mês que vem. Os reflexos que isso terá no dólar foram amplamente antecipados, assim como já houve reação de vários países emergentes e desenvolvidos à trajetória de queda do dólar. Agora, enquanto esperam as medidas dos EUA, os investidores parecem mais cautelosos.

No Brasil, não faltam razões para a cautela. Afinal, o governo mostrou forte disposição para atacar as entradas de recursos estrangeiros de curto prazo e garantiu que tem mais armas. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a cobrança de Imposto de Renda (IR) para investimentos estrangeiros em renda fixa não estava sendo cogitada, o que aliviou os negócios. Mas ele disse que está monitorando o efeito das mudanças do IOF e que a munição mais pesada ainda não foi usada.

Mantega acrescentou que "é preciso verificar o resultado das mudanças já anunciadas e acompanhar a atuação de outros países". Por isso, é importante ficar de olho nas políticas cambiais externas, que podem detonar novas ações no Brasil. O IR pode não estar no radar do governo agora, mas nada impede que ele seja utilizado a qualquer momento.

No exterior, o Fed declarou recentemente que as próximas medidas de incentivo à economia dependerão dos indicadores. Hoje, a S&P/Case-Shiller divulga, às 11 horas (horário de Brasília), o índice de preços de moradias em 20 cidades de agosto. Será divulgado ainda o índice de preços de moradias em dez cidades. Às 12 horas, o Conference Board anuncia o índice de confiança do consumidor de outubro.

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