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Dólar comercial abre em leve valorização

Moeda abriu o dia em leve alta de 0,06%, negociado a R$ 1,676 no mercado interbancário de câmbio

AE |

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O dólar comercial abriu o dia em leve alta de 0,06%, negociado a R$ 1,676 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,65%, cotada a R$ 1,675. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,28%, a R$ 1,679.

 

Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fechou as brechas que permitiriam aos estrangeiros burlar as últimas medidas cambiais e completou o serviço que o Ministério da Fazenda havia iniciado na segunda-feira à noite, ao anunciar um Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% nas entradas para renda fixa e para o depósito de margens nos negócios com derivativos feitos na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). O consenso é de que, agora, não restaram alternativas aos investidores externos a não ser pagar o imposto. Isso deve reduzir as arbitragens, ou seja, o fluxo de capitais especulativos que no diagnóstico do governo tem sido um forte componente a determinar a trajetória de queda do dólar ante o real.

 

Mais uma vez, o cenário internacional não ajuda. O dólar repete a rota de queda generalizada na manhã de hoje e o consenso é de que isso tende a diminuir a reação às alterações anunciadas para o câmbio ontem. "As decisões do CMN são parte de um conjunto de medidas que o governo está tomando desde o início do mês para colocar cerco à arbitragem dos investidores estrangeiros. E isso está tendo algum impacto. Ontem, o dólar caiu menos aqui do que no exterior", disse hoje um profissional do mercado. Para outro especialista, o mercado deve mostrar alguma reação nas cotações do dólar hoje, pois "se havia o entendimento de que as brechas anulariam o aumento da taxação nos depósitos de margens, hoje isso caiu por terra".

 

O gerente de Operações do Banco Indusval, Alberto Félix de Oliveira Neto, concorda que não sobraram brechas, mas alerta que novas ideias podem surgir. Para ele, o impacto nas cotações do dólar ante o real hoje será mais no sentido de impedir novas quedas do que de imprimir rota de alta. Tudo por causa do cenário internacional. Como lembrou Clodoir Vieira, da Souza Barros, o problema de fundo, que é a taxa de juros alta no Brasil, em oposição ao nível historicamente baixo nos países desenvolvidos, continua.

 

Alguns números mostram que, como estão avaliando os profissionais de mercado, o conjunto de medidas está tendo efeito nos fluxos de capital para o País. No pregão de terça-feira, os estrangeiros compraram US$ 2,1 bilhões em contratos de derivativos de dólar na BM&F. Ontem, adquiriram mais US$ 415 milhões.

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