O dólar comercial abriu em baixa de 0,55% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,80

O dólar comercial abriu em baixa de 0,55% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,80. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista iniciou em queda de 0,42%, a R$ 1,801. A moeda norte-americana deve hoje oscilar em baixa, mas em um intervalo estreito, com o alívio vindo do exterior e a expectativa pelo detalhamento da oferta do Banco do Brasil funcionando como fortes fatores de pressão hoje. Além disso, a disputa entre comprados (investidores que apostam na alta do dólar) e vendidos (aqueles que acreditam na queda da moeda norte-americana) para a formação da Ptax (taxa média ponderada pelo Banco Central) que liquidará contratos futuros da moeda norte-americana tendem a elevar a volatilidade dos negócios no último dia do semestre.

O exterior amanheceu mais ameno, com a baixa demanda pelos financiamentos de três meses ofertados hoje pelo Banco Central Europeu (BCE) tranquilizando os investidores com relação ao vencimento de 442 bilhões de euros a serem honrados amanhã pelos bancos da zona do euro junto à autoridade monetária. No total, 171 instituições europeias alocaram 131,9 bilhões de euros hoje, abaixo da previsão de até 250 bilhões de euros em empréstimos de curto prazo, dissipando as preocupações sobre a saúde do sistema bancário e a liquidez no mercado.

Internamente, além do cenário macroeconômico favorável do Brasil - que limita desvalorizações mais acentuadas da moeda brasileira ao mesmo tempo que reforça a tendência de valorização do real - a expectativa quanto à oferta de ações do Banco do Brasil tende a funcionar como um fator de pressão sob o dólar. Segundo fontes consultadas pela Agência Estado, a demanda de investidores estrangeiros na operação foi muito forte, com apenas um fundo soberano tendo demonstrado interesse por ficar, sozinho, com 10% dos papéis. Assim, a operação poderá ultrapassar os R$ 10 bilhões.

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