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O dólar comercial abriu em baixa de 0,18%, negociado a R$ 1,659 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial abriu em baixa de 0,18%, negociado a R$ 1,659 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,61%, cotada a R$ 1,662. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,49%, a R$ 1,6539.

Hoje, os olhares estão voltados para os Estados Unidos. A fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), Ben Bernanke, nesta manhã, é analisada com cuidado pelos investidores, que buscam indicações sobre quando as novas medidas de incentivo à economia norte-americana serão adotadas. Ainda nesta manhã estão sendo apresentados vários dados econômicos relevantes para os EUA e que trarão reflexos para os negócios em todo o mundo.

No Brasil, depois da realização de lucros de ontem, que garantiu uma alta da moeda norte-americana ante o real, a perspectiva é de queda, pelo menos nos primeiros negócios do dia. Uma dose de cautela deve ser mantida, já que os investidores carregam fortes posições vendidas em dólar e qualquer alteração no cenário poderia resultar em perdas.

Ontem, por exemplo, um dos fatos que alimentou a realização de lucros foi a pesquisa eleitoral, que mostrou empate técnico entre os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A vitória tucana estava fora das possibilidades e, embora menos provável, passou a entrar no radar dos investidores, gerando um ajuste. O mercado considera que Serra, hoje, é uma ameaça maior à política econômica atual do que Dilma. E todos vão acompanhar atentamente as pesquisas a partir de agora. Também pesaram nos negócios ontem as discussões sobre novas medidas cambiais, que continuam sendo dadas como certas pelo mercado.

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