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O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,17%, negociado a R$ 1,72 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,17%, negociado a R$ 1,72 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,06%, cotada a R$ 1,723. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em baixa de 0,23%, a R$ 1,719.

Para o mercado, o dólar deve manter uma trajetória de queda, com ritmo ponderado pelas atuações do Banco Central (BC), pelo menos até o fim de setembro, quando deve ser concluído o processo de capitalização da Petrobras. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou essa tendência. Depois de oferecer alento aos exportadores afirmando que o governo não vai permitir a valorização excessiva do real, ele disse que a operação da Petrobras é a maior responsável pelo fortalecimento atual da moeda. Segundo ele, passado esse momento, o quadro do câmbio pode se alterar.

Para reforçar as perspectivas de recuo do dólar ante o real hoje, há o comportamento da moeda norte-americana no exterior. As perdas, embora comedidas, são generalizadas, com o dólar recuando tanto diante do euro quanto em relação às moedas emergentes. No exterior, o apetite por risco só não é maior porque os investidores demonstram temor em relação ao resultado da reunião de banqueiros centrais, prevista para ocorrer no fim de semana. Na ocasião, serão aprovadas as novas regras para o sistema financeiro internacional - o acordo de Basileia 3.

Isso está impedindo que os mercados comemorem com mais entusiasmo os dados positivos exibidos pela China. O número que chamou a atenção foi o de importações, com aumento de 35,2% em agosto em relação ao mesmo mês de 2009. Economistas previam uma expansão bem menor, de 25%. O indicador é visto como um sinalizador de que a demanda interna chinesa continua em expansão. Já as exportações tiveram alta de 34,4% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que representa desaceleração em relação à alta de 38,1% registrada em julho. O resultado não difere muito das estimativas dos economistas, de 35%.

Hoje, o Japão também surpreendeu positivamente os mercados ao revisar para alta de 0,4% o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, ante o 0,1% da estimativa preliminar. O dado reforça a visão de que a economia global pode não estar tão ruim quanto se imaginava.

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