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O dólar comercial abriu o dia em leve alta de 0,06%, negociado a R$ 1,73 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial abriu o dia em leve alta de 0,06%, negociado a R$ 1,73 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,64%, cotada a R$ 1,729. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em leve queda de 0,01%, a R$ 1,729.

O aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao uso do Fundo Soberano do Brasil (FSB) para compra de dólares, dado ontem, e a definição de que o Banco do Brasil (BB) atuará em nome do Tesouro, surgiram para o mercado como fatos novos. No fim da tarde de ontem, o Ministério da Fazenda anunciou que o Conselho Deliberativo do FSB autorizou as compras de dólares - que já eram previstas nas regras - em sua primeira reunião, ocorrida na última sexta-feira.

Segundo fontes consultadas no fim do pregão de ontem, a primeira investida do FSB no mercado de câmbio pode ter ocorrido ontem mesmo, antes do anúncio oficial do Ministério da Fazenda. Operadores afirmaram que, depois do segundo leilão de compra do Banco Central (BC) no mercado à vista, houve "uma operação grande e indefinida", que levou as cotações do dólar às máximas do dia.

O fato é que, hoje, o mercado amanhece com a certeza de que um novo e poderoso agente está no jogo e ninguém sabe quando ele entrará em campo. "O BB é o maior player (participante) do mercado de câmbio e quando ele atuar sempre vai ficar a dúvida se é ou não o FSB", disse um profissional. Ele acrescentou que a escolha pelo BB já era considerada a mais provável, pois a instituição atua para o Tesouro com outros fins.

Também ninguém saberá de quanto é o poder de fogo desse novo participante. Na nota que divulgou no fim da tarde de ontem, o Ministério da Fazenda tornou oficial o que já vinha avisando: embora o patrimônio do FSB seja da ordem de R$ 17 bilhões, não há limites para as compras de dólares. O governo informou ainda que não há impacto nas contas públicas.

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