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SÃO PAULO - Depois de ensaiar por quatro pregões, o dólar comercial finalmente rompe a linha de R$ 1,76 e faz novas mínimas não vistas desde o começo de maio. As ordens de venda ganham respaldo no tom positivo do mercado externo, que mostra valorização no preço das commodities, alta nas bolsas e euro beirando a linha de US$ 1,27. Por volta das 12h45, o dólar comercial apresentava depreciação de 0,73%, a R$ 1,750 na compra e R$ 1,752 na venda. Na mínima, a moeda marcou R$ 1,750.

SÃO PAULO - Depois de ensaiar por quatro pregões, o dólar comercial finalmente rompe a linha de R$ 1,76 e faz novas mínimas não vistas desde o começo de maio. As ordens de venda ganham respaldo no tom positivo do mercado externo, que mostra valorização no preço das commodities, alta nas bolsas e euro beirando a linha de US$ 1,27. Por volta das 12h45, o dólar comercial apresentava depreciação de 0,73%, a R$ 1,750 na compra e R$ 1,752 na venda. Na mínima, a moeda marcou R$ 1,750. No mercado futuro, o dólar com vencimento em agosto, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apresentava baixa de 0,50%, a R$ 1,7575. Segundo o gerente de mesa da Advanced Corretora de Câmbio, Reginaldo Siaca, o dólar testa, agora, seu maior ponto de resistência, que é o R$ 1,750. Além de ser um piso psicológico, diz Siaca, o Banco Central (BC) já deu mostras de que vai atuar com mais força para defender essa linha. Hoje, a autoridade monetária já fez leilão de compra, tomando moeda a R$ 1,753 por volta das 11h30. Olhando para o câmbio externo, o especialista chama atenção para o comportamento do euro, que seguiu ganhando valor mesmo depois de Portugal ter sua nota rebaixada pela Moody´s. "Parece que tal perda de nota já estava no preço", explica. Olhando agora para o mercado futuro, no pregão de ontem, tanto os bancos quanto os estrangeiros compraram contratos de dólar. Os bancos tomaram US$ 429 milhões, reduzindo sua posição vendida (aposta pró-real) para US$ 895 milhões. A movimentação dos não residentes foi mais tímida. As compras somaram apenas US$ 37,8 milhões. Já o estoque segue vendido em US$ 2,40 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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