SÃO PAULO - O dólar comercial fez nova mínima de fechamento para o ano nesta quarta-feira. No entanto, a linha de R$ 1,70 continuou sendo respeitada.

SÃO PAULO - O dólar comercial fez nova mínima de fechamento para o ano nesta quarta-feira. No entanto, a linha de R$ 1,70 continuou sendo respeitada. Depois de cair a R$ 1,701 na mínima do dia, o dólar comercial encerrou a R$ 1,705, ainda assim queda de 0,29%, e menor preço desde 9 de novembro de 2009, quando valia R$ 1,701. O giro estimado para o interbancário permaneceu elevado, acima dos US$ 3 bilhões. A esse preço, o dólar comercial acumula queda de 2,96% no mês de setembro e queda de 2,18% em 2010. Já na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) o dólar cedeu 0,32%, a R$ 1,704. O volume subiu de US$ 92,75 milhões para US$ 128,75 milhões. No mercado futuro, o dólar com vencimento em outubro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), caía 0,26%, a R$ 1,7045, antes do ajuste final de posições. A moeda foi a R$ 1,70 na mínima. Para o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, o dia foi bem interessante, marcado pela briga entre comprados e vendidos na linha de R$ 1,70. Para o especialista, o mercado fica testando o Banco Central (BC) para ver se algo diferente acontece com dólar nessa linha de preço. Por ora, seguem, apenas, os leilões de compra no mercado à vista. A linha de R$ 1,70 também é defendida por fatores técnicos. Segundo Rodrigues, há uma guerra entre os próprios agentes de mercado defendendo grandes posições com opções. Ainda de acordo com Rodrigues, uma indicação de que os investidores não esperaram nenhuma grande alteração nas regras do jogo, ao menos no curto prazo, é a rolagem de contratos no mercado futuro. Ao rolar as posições e não liquidar contratos, os agentes acenam que não vão mudar radicalmente sua atuação, ou seja, seguem trabalhando com real se valorizando ou estacionado ao redor de R$ 1,70. Cabe lembrar que o dólar para outubro será liquidado amanhã e a referência passa a ser o dólar para novembro, que já concentra a liquidez na BM&F. Ainda de acordo com Rodrigues, o mercado também sabe que dificilmente o governo anuncia alguma mudança relevante no mercado de câmbio em fim de matado presidencial. "O BC só mexe no câmbio, quando souber quem assume a presidência." E essa situação "confortável" para os vendidos pode ser prorrogada até o fim do mês de outubro no caso de segundo turno nas eleições presidenciais. (Eduardo Campos | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.