Tamanho do texto

SÃO PAULO - Os vendedores seguem firmes no mercado de câmbio local, apesar da instabilidade do mercado externo e da queda no preço do euro e das commodities. Por volta das 12h30, o dólar comercial apresentava desvalorização de 0,50%, a R$ 1,763 na compra e R$ 1,765 na venda. No mercado futuro, o dólar com vencimento em julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava queda de 0,47%, a R$ 1,7675.

SÃO PAULO - Os vendedores seguem firmes no mercado de câmbio local, apesar da instabilidade do mercado externo e da queda no preço do euro e das commodities. Por volta das 12h30, o dólar comercial apresentava desvalorização de 0,50%, a R$ 1,763 na compra e R$ 1,765 na venda. No mercado futuro, o dólar com vencimento em julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava queda de 0,47%, a R$ 1,7675. No câmbio externo, o euro perdia para o dólar e valia menos de US$ 1,23. Entre as commodities, o WTI tinha leve baixa e era negociado na linha de US$ 78 o barril. Nas bolsas, Dow Jones ensaiava alta após um passeio pelo terreno negativo. Mais firme, o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobe 1,43%. De volta ao câmbio, os investidores assimilam os dados sobre as contas externa de maio e o fluxo cambial agora em junho. No acumulado do mês, até o dia 18, o fluxo cambial estava negativo em US$ 3,548 bilhões. Além disso, o BC tirou outros US$ 1,485 bilhão de circulação com seus leilões no mercado à vista. Com isso, o saldo líquido no mercado estava negativo em US$ 5,033 bilhões agora em junho. Tal resultado é incongruente com a desvalorização de 2,7% que a moeda americana acumulava no período. O BC também mostrou a posição dos bancos no mercado à vista. Até o dia 18, as instituições estavam vendidas em US$ 8,039 bilhões. Em maio, a soma era de US$ 3,278 bilhões. Ou seja, em 13 dias úteis as instituições financeiras venderam de US$ 4,761 bilhões. Olhando agora para o mês de maio, a conta de transações correntes do Balanço de Pagamentos brasileiro foi deficitária em US$ 2,020 bilhões, menos da metade do déficit US$ 4,583 bilhões registrado um mês antes. Chamou atenção o comportamento do investimento externo direto (IED), que somou US$ 3,534 bilhões em maio, mês de grande turbulência internacional. O resultado foi superior aos US$ 2,483 bilhões registrados em igual período do ano passado. (Eduardo Campos | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.