O dólar segue cumprindo seu papel de refúgio em momentos de incerteza e ganha das principais moedas emergentes e desenvolvidas nesta quarta-feira. Por aqui, por volta das 14 horas, o dólar comercial mostrava valorização de 1,56%, a R$ 1,880 na venda.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para janeiro tinha alta de 0,69%, a R$ 1,887. A alta é mais acentuada no mercado à vista, pois o preço estava descasado com o contrato futuro. Ontem, depois que os negócios à vista encerraram, os preços futuros tiveram valorização superior a 1%.
Quantificando essa demanda global por moeda americana, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,42%, a 80,58 pontos, maior leitura desde o começo do ano. Já o euro, segue negociado abaixo de US$ 1,30, piso técnico e psicológico tido como relevante. Há pouco, a moeda caía 0,56%, a US$ 1,296.
Não faz uma semana que os líderes europeus tiveram uma “reunião definitiva” para lidar com a crise e a falta de confiança já está de volta com força total. Sinal disso foi a venda de títulos pela Itália. O país pagou taxa recorde de 6,47% para colocar 3 bilhões de euros em papéis de cinco anos. Contrastando, a Alemanha vendeu 4,2 bilhões de euros em papéis de dois anos pagando juro de 0,29%.
A incerteza também se traduz em queda nas bolsas de valores e na cotação das commodities. A busca por proteção também resulta em maior demanda por dívida americana. A taxa do papel de 10 anos segue abaixo dos 2%.