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SÃO PAULO - O ambiente externo continua favorável à venda de moeda americana, mas o mercado local parece ter entrado em um movimento de realização de lucros

. Conforme notou a empresa de análises de mercado 4Cast, essa mudança de direção não é observada apenas para o real. Outras moedas da América Latina, como o peso mexicano, também mudaram de direção. Por aqui, o dólar comercial fez mínima a R$ 1,645, mas, por volta das 13 horas, apontava alta de 0,60%, a R$ 1,665 na venda. O mesmo vale para o mercado futuro, o dólar para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), subia 0,63%, a R$ 1,670, depois de fazer mínima a R$ 1,650. No câmbio externo, o euro perdeu um pouco de fôlego, mas seguia operando acima de US$ 1,40, preço não observado em oito meses. O Dollar Index, que mede o comportamento da moeda americana ante uma cesta de moeda, recuava 0,5%, na linha de 76,6 pontos. De volta ao mercado local, a possibilidade de novas medidas para conter o fortalecimento do real continua em pauta. As alterações mais comentadas são um novo aumento de IOF, limitação da exposição cambial dos bancos com relação ao patrimônio e aumento de margens no mercado futuro. Também em pauta nas mesas de operação estão os resultados de pesquisas de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais. O crescimento do tucano José Serra já começa a levar os investidores a rever posicionamento nos mercados. Cabe lembrar que, até então, as eleições não tinham efeito sobre a formação de preço dos ativos. No câmbio, a influência das eleições ainda é limitado e o fator externo é preponderante. No mercado de juros futuros, as explicações dadas por gestores locais e externos é que o crescimento de Serra ajuda a colocar os vencimentos para baixo, pois o candidato é visto como um forte defensor de ajustes fiscais. Em pesquisa divulgada agora pela manhã, o Sensus mostrou que a petista Dilma Rousseff tem 52,3% dos votos válidos, enquanto Serra aparece com 47,7%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e a pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Ontem à noite, o Ibope mostrou Dilma com 53% dos votos válidos e Serra com 47%. A margem de erro é de 2 pontos, para mais ou para menos. Essa sondagem foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo. (Eduardo Campos | Valor)

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