Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google
 

Dólar acentua alta, após divulgação de dados nos EUA

SÃO PAULO - A moeda americana ampliou a valorização que era observada no início dos negócios, após a divulgação de dados que indicam uma recuperação mais lenta da economia americana. Por volta de 12h15, o dólar comercial tinha alta de 0,45%, cotado a R$ 1,757 na compra e a R$ 1,759 na venda.

Valor Online |

SÃO PAULO - A moeda americana ampliou a valorização que era observada no início dos negócios, após a divulgação de dados que indicam uma recuperação mais lenta da economia americana. Por volta de 12h15, o dólar comercial tinha alta de 0,45%, cotado a R$ 1,757 na compra e a R$ 1,759 na venda. Na mínima, foi a R$ 1,751, e na máxima, a R$ 1,764. No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM & F registrava alta de 0,28%, cotado a R$ 1,769. O euro também seguia com alta ante a divisa americana, cotado a US$ 1,3189. Entre os indicadores do dia, os pedidos às fábricas nos Estados Unidos diminuíram 1,2% em junho, sucedendo queda de 1,8% em maio. Os dados são do Departamento do Comércio do governo americano. A queda foi ligeiramente mais acentuada em relação à expectativa de analistas de Wall Street. Por sua vez, as encomendas de bens duráveis caíram 1,2% e as de bens não-duráveis tiveram decréscimo de 1,3%. Já os estoques tiveram retração de 0,1%. Os investidores souberam também que, em junho, a renda dos americanos não cresceu pela primeira vez desde setembro de 2009, permanecendo estável, segundo o governo dos Estados Unidos. O gasto dos consumidores nos EUA também ficou estagnado no mesmo período. Ajustado pela inflação, no entanto, houve alta de 0,1%. Por fim, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA (NAR, na sigla em inglês) divulgou que as vendas pendentes de moradias no país caíram 2,6% para 75,7 pontos, em junho, na comparação com maio. Este é outro resultado que ficou abaixo da previsão do mercado financeiro. Vale lembrar que este indicador serve como um termômetro do comportamento futuro do mercado imobiliário americano. Em Wall Street, os investidores reagiam às divulgações e os índices Dow Jones, Nasdaq e S & P 500 tinham queda, há pouco. O economista da LCA Consultores, Homero Guizzo, explica que, desde meados de junho, o dólar está caindo ante outras moedas , caso do euro, por conta da percepção de que a economia americana está se recuperando a um ritmo mais lento. "Contribuiu para isso a queda na percepção de risco em relação aos bancos na Europa", diz. Porém, quando são divulgados indicadores considerados ruins nos EUA, a moeda americana acaba se fortalecendo ante o real, que, para os investidores, é um ativo que oferece mais risco. Mas, de acordo com Guizzo, este é um movimento pontual. Em julho, o dólar comercial caiu 2,66% ante o real. Por fim, vale citar que os operadores seguem à espera de uma interferência do Banco Central por meio de um leilão de swap cambial reverso, o que está influenciando o mercado de câmbio interno. (Karin Sato | Valor)

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG