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DIs têm novo pregão de alta com piora nas projeções de inflação

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros começaram a semana em alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Em pauta, os prognósticos do boletim Focus, que mostrou inflação maior tanto em 2010 quanto em 2011.

Valor Online |

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros começaram a semana em alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Em pauta, os prognósticos do boletim Focus, que mostrou inflação maior tanto em 2010 quanto em 2011. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,09 ponto, a 11,51%. Janeiro de 2013 mostrava valorização de 0,11 ponto, a 11,89%. E janeiro 2014 também avançava 0,11 ponto, a 11,85%. Entre os curtos, outubro de 2010 marcava baixa de 0,02 ponto, a 10,61%. Novembro de 2010 não foi negociado. E janeiro de 2011 projetava 10,67%, alta de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 588.095 contratos, equivalentes a R$ 49,71 bilhões (US$ 28,93 bilhões), queda de 5% sobre o registrado na sexta-feira. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 214.235 contratos, equivalentes a R$ 18,63 bilhões (US$ 10,85 bilhões). Na avaliação do sócio da Oren Investimentos, Jacob Weintraub, a piora nas expectativas de inflação acabou contribuindo para uma movimento de alta na taxa de juros que começou na semana passada. Segundo o especialista, o mercado começa a reavaliar o nível de prêmio de risco para 2011. No caso, a curva começa a precificar mais altas na taxa básica. Tais apostas ganharam respaldo, segundo o especialista, nos dados recentes de melhor atividade no mercado local, na alta mais forte da inflação no atacado e na piora nas coletas de preços no varejo. Além disso, diz Weintraub, o mercado observa a uma melhora do humor externo, com valorização de bolsas e commodities. Cabe lembrar aqui, que uma cena externa deflacionária fez parte das justificativas do Banco Central para o encerramento do ciclo de aperto monetário. Ainda de acordo com o especialista, o BC deveria ter continuado com a alta de juros agora em 2010. Com essa pausa foi feita antes do tempo, Weintraub acredita que o "atraso" terá que ser ajustado em 2011. Na visão da Oren, a Selic sobe em 2 pontos percentuais no ano que vem. De volta ao Focus, a mediana para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,97% para 5,01% agora em 2010. Para o ano que vem, a estimativa subiu de 4,90% a 4,95%. A inflação estimada em 12 meses, também voltou a subir, saindo de 5,06% a 5,12%. Embora esperem uma piora da inflação, os agentes não alteraram a visão para a taxa de juros. A Selic estimada para 2010 segue em 10,75%, e em 11,75% para 2011. No câmbio, a taxa prevista para o encerramento de 2010 cedeu pela terceira semana seguida, de R$ 1,77 para R$ 1,75. O prognóstico para o crescimento da economia também subiu, de 7,42% para 7,47% em 2010. Já em 2011, o avanço está previsto em 4,5%. (Eduardo Campos | Valor)

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