SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros voltaram a perder prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), sugerindo que a ideia de um Banco Central menos agressivo no ajuste da taxas de juros continua ganhando força. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em agosto de 2010 registrava alta de 0,04 ponto, a 10,48%. Mas outubro de 2010 caía 0,03 ponto, a 10,95%.

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros voltaram a perder prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), sugerindo que a ideia de um Banco Central menos agressivo no ajuste da taxas de juros continua ganhando força. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em agosto de 2010 registrava alta de 0,04 ponto, a 10,48%. Mas outubro de 2010 caía 0,03 ponto, a 10,95%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, registrava queda de 0,06 ponto, a 11,26%. Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 perdia 0,07 ponto, a 11,77%. Janeiro de 2013 caía 0,09 ponto, a 11,94%. E janeiro 2014 devolvia 0,05 ponto, a 12,01%. Chama atenção o elevado volume do dia. Até as 16h15, foram negociados 1.869.355 contratos, equivalentes a R$ 174,11 bilhões (US$ 98,68 bilhões), seis vezes mais do que o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 695.135 contratos, equivalentes a R$ 66,06 bilhões (US$ 37,44 bilhões). Segundo o estrategistra-chefe da CM Capital Markets, Luciano Rostagno, o que está acontecendo é que, da mesma forma que a economia surpreendeu para cima no começo do ano, ela surpreende para baixo no segundo trimestre. Depois da perda de força da produção entre abril e maio, agora foi a vez do comércio mostrar o mesmo caminho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas varejistas avançaram 1,4% em maio, o que mostra recuperação sobre a queda de 3,1% de abril, mas resultado abaixo do consenso, que rondava 1,8%. Mais interessantes que os dados passados, diz Rostagno, é que os indicadores antecedentes sugerem nova retração de produção industrial para o mês de junho. "O que o conjunto de dados nos mostra é que a economia está desacelerando em ritmo maior do que o esperado. E isso contribui para o BC adotar um ciclo menor de alta de juros", resume o especialista. Rostagno ressalta que no encontro da semana que vem, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve confirmar mais uma alta de 0,75 ponto percentual na Selic, mas que o ritmo deve cair para 0,5 ponto no encontro de setembro, e encerrar em 0,25 ponto na reunião de outubro. Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 795,6 mil Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), a R$ 1,5 bilhão. Já o leilão de resgate antecipado de NTN-Bs não teve ofertas aceitas. (Eduardo Campos | Valor)

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