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SÃO PAULO - A formação de preço no mercado de juros futuros ficou dividida entre os indicadores atestando o dinamismo da economia doméstica e a contínua queda na taxa de retorno dos títulos da dívida americana, ativo que serve de referência para a formação de taxas ao redor do mundo. Mas no fim da jornada as compras acabaram prevalecendo entre os principais vértices da curva. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros, (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,05 ponto, a 11,56%, depois de cair a 11,46%.

SÃO PAULO - A formação de preço no mercado de juros futuros ficou dividida entre os indicadores atestando o dinamismo da economia doméstica e a contínua queda na taxa de retorno dos títulos da dívida americana, ativo que serve de referência para a formação de taxas ao redor do mundo. Mas no fim da jornada as compras acabaram prevalecendo entre os principais vértices da curva. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros, (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,05 ponto, a 11,56%, depois de cair a 11,46%. Janeiro de 2013 mostrava valorização de 0,07 ponto, a 11,93%, mas fez mínima a 11,81%. E janeiro 2014 ganhava 0,01 ponto, a 11,85%. Entre os curtos, outubro de 2010 marcava estabilidade a 10,62%. Novembro de 2010 não teve negócios. E janeiro de 2011 projetava 10,67%, alta de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 478.600 contratos, equivalentes a R$ 40,20 bilhões (US$ 23,30 bilhões), queda de 53% sobre o registrado na terça-feira. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 102.720 contratos, equivalentes a R$ 8,94 bilhões (US$ 5,18 bilhões). Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, os vencimentos mais curtos, recuperaram parte dos prêmios perdidos ontem e captam com maior intensidade o receio de parte do mercado local com o comportamento da inflação e da atividade. "A curva tem que permanecer premiada por conta das incertezas de curto prazo", explica. Ainda de acordo com Folchini, não existe cenário provável ou possível para 2011, pois não se sabe quem será o próximo governo e como serão executadas as políticas fiscais e monetárias. Por isso, não se montam grandes posições apostando em queda ou alta de juros. Já os vencimentos mais longos tiveram a formação de preço , durante parte do pregão, relacionada ao movimento externo de busca por liquidez em títulos diante da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, lançará novas medidas de estímulos. Na agenda do dia, o Banco Central (BC) mostrou que o volume global de crédito do sistema financeiro cresceu 2,2% em agosto, para R$ 1,58 trilhão, ou o equivalente a 46,2% do Produto Interno Bruto (PIB). "A expansão mensal de 2,2% é a mais alta observada desde julho de 2009, mostrando-se condizente com a intensidade da atividade econômica e com a manutenção de indicadores positivos relacionados ao mercado de trabalho, elementos que seguem impulsionando as revisões de investimento e consumo", disse o BC em relatório. No ano, o volume registrou acréscimo de 11,9% e, nos 12 meses até agosto, houve elevação de 19,2%. Na gestão da dívida pública, o Tesouro realizou leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN). Foram movimentadas 5 milhões de letras, com giro de R$ 2,37 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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