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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros devolveram uma tentativa de alta registrada no começo do pregão e fecham a quarta-feira apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F)

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros devolveram uma tentativa de alta registrada no começo do pregão e fecham a quarta-feira apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, mais líquido do dia, apontava baixa de 0,06 ponto, a 11,34%, depois de subir a 11,43%. Janeiro de 2013 mostrava desvalorização de 0,06 ponto, a 11,77%. E janeiro 2014 também perdia 0,06 ponto, a 11,69%. Entre os curtos, novembro de 2010 apontava estabilidade a 10,63%. E janeiro de 2011 subia 0,01 ponto, a 10,65%. Até as 16h10, foram negociados 798.375 contratos, equivalentes a R$ 68,92 bilhões (US$ 41,39 bilhões), quase cinco vezes mais do que o observado na segunda-feira. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 330.160 contratos, equivalentes a R$ 28,95 bilhões (US$ 17,39 bilhões). Para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, essas posições vendidas em juros têm respaldo na cena externa, que confirma debilidade conforme cresce a expectativa de novas medidas de estímulo nas economias desenvolvidas. No entanto, é arriscado montar posições olhando apenas para isso. Pelo lado doméstico, o especialista lembra que as coletas de preço continuam pressionadas e a expectativa é de forte demanda no fim do ano. Fora isso, diz Petrassi, a eleição é outra incerteza. Antes, a vitória da candidata petista Dilma Rousseff era dada como certa, mas, agora, começam a sair ponderações dando conta de chance de vitória ao tucano José Serra. Para o gestor, a dúvida que fica é quanto ao começo de governo dos possíveis presidentes. No caso de Serra, Petrassi acredita que um firme ajuste fiscal é certeza, já no caso de Dilma esse ajuste é visto como dúvida. Olhando o formato da curva, Petrassi aponta que segue a dúvida entre alta de juros no começo de 2011 ou apenas em março. Ainda de acordo com o especialista, como há espaço para piora de cenário em função do comportamento da inflação e das incertezas envolvendo as eleições, o mercado pode passar a embutir mais prêmio de risco nos vencimentos futuros. (Eduardo Campos | Valor)

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