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DIs mostram chance de 0,5 ponto de alta na Selic

SÃO PAULO - A divulgação de mais um indicador de inflação abaixo do esperado serviu de gatilho para novo movimento vendedor no mercado de juros futuros. O que a curva sinaliza agora é que existe uma probabilidade não desprezível de o Banco Central reduzir o ritmo de alta na taxa Selic já no encontro da semana que vem.

Valor Online |

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em agosto de 2010 registrava estabilidade, a 10,54%. Setembro de 2010 perdia 0,02 ponto, a 10,69%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, registrava queda de 0,10 ponto, a 11,06%, menor taxa em mais de um mês. Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 caía 0,08 ponto, a 11,64%. Janeiro de 2013 devolvia 0,11 ponto, a 11,89%. E janeiro 2014 recuava 0,10 ponto, a 11,97%. Até as 16 horas, foram negociados 1.596.305 contratos, equivalentes a R$ 148,5 bilhões (US$ 83,94 bilhões), alta de 23% sobre o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 520.535 contratos, equivalentes a R$ 49,54 bilhões (US$ 28 bilhões). Mas uma coisa é o que a curva sugere, outra é o que os analistas esperam e uma terceira é o que passa na cabeça do colegiado do Banco Central. Começando pela curva, o que mercado observou esses dias foi um grande banco fazendo vendas pesadas no mercado de juros, o que acabou estimulando a movimentação de outros agentes de grande porte. Agora, o que os analistas esperam é que o Banco Central confirme mais uma alta de 0,75 ponto no encontro da semana que vem. Feito isso, a autoridade monetária daria alguma sinalização de abrandamento na ata e reduziria o ritmo, de fato, no encontro de setembro. O economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, compartilha dessa visão. Segundo o especialista, apesar dessa sinalização da curva, o BC não de mudar o ritmo de alta de imediato, pois iria contra suas próprias indicações feitas na ata de junho e no relatório trimestral de inflação. "Seria uma grande surpresa se ele reduzisse." Ainda de acordo com Velho, tal movimento de baixa nos contratos futuros têm respaldo na inflação corrente, que segue rodando próxima de zero e nos indicadores de atividade local. Outra grande influência para esse movimento vem do mercado externo. Mas agora não é a Europa, e sim os Estados Unidos que concentram as atenções. Segundo Velho, a ata do Federal Reserve (Fed), banco central americano, aliado aos fracos indicadores econômicos, mostrou que existe o potencial para um período de deflação nos EUA. Com tal possibilidade, a chance de uma elevação na taxa básica de juros americana fica cada vez mais remota. O impacto disso no mercado local é deflacionário, ou seja, o BC ganha um aliado externo na contenção dos preços. No entanto, pondera Velho, como esse cenário externo não está completamente configurado, assim como a redução da inflação doméstica pode não ser duradoura, o BC deve optar pela postura mais cautelosa e subir a Selic em 0,75 ponto. Só depois de avaliar o cenário é que ele reduziria o ritmo de ajuste. (Eduardo Campos | Valor)

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