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DIs longos têm forte movimento de baixa

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros longos marcaram mais um pregão de baixa, mas desta vez alguns suportes técnicos foram rompidos e alguns vencimentos se aproximam das mínimas do ano. Na visão do sócio da Oren Investimentos, Jacob Weintraub, as curva longa está fechando tanto em função do ambiente de incerteza quanto ao crescimento da economia mundial. Weintraub chama atenção ao comportamento do títulos da dívida americana, que estão em forte movimento de baixa. "Então, os juros acompanham esse movimento.

Valor Online |

" Ainda de acordo com o especialista, a maior prova de que o movimento de queda não tem relação com a política monetária local, mas sim com essa deterioração de expectativas globais, é que os vencimentos curtos seguem estáveis. Para Weintraub, ao contrário do que a curva curta sugere, o BC não deve parar de subir os juros tão cedo. Mesmo que em menor ritmo, novos ajustes devem ser feitos. "A inflação ainda precisa ser tratada com certa responsabilidade", diz o especialista. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em setembro de 2010 apontava alta de 0,01 ponto, a 10,65%. Outubro de 2010 não tinha oscilação, a 10,71%. E janeiro de 2011 também mostrava estabilidade, em 10,78%. Entre os longos o ajuste foi maior, janeiro de 2012, o mais líquido do dia, caía 0,06 ponto, a 11,46%, uma das menores taxas do ano. Janeiro de 2013 apontava baixa de 0,08 ponto, a 11,66%. E janeiro 2014 devolvia 0,09 ponto, também a 11,67%. Até as 16h10, foram negociados 1.119.075 contratos, equivalentes a R$ 99,86 bilhões (US$ 56,32 bilhões), alta de 33% sobre o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 342.600 contratos, equivalentes a R$ 19,49 bilhões (US$ 16,63 bilhões). Os agentes também assimilaram as declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que negou que tenha sinalizado mal a decisão de Copom de julho. "O fato de que muitos analistas não previram exatamente aquilo que o Banco Central decidiu não significa que o BC tenha coordenado mal as expectativas", disse Meirelles na abertura do V Seminário Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária, promovido em São Paulo. Cabe lembrar que o mercado ficou dividido sobre a decisão. Os economistas, tomando como base a ata do encontro de junho e o relatório de inflação, acreditavam em nova alta de 0,75 ponto na Selic. Já os operadores de mercado tomaram uma postura diferente e passaram a migrar para o meio ponto. Essa reversão de apostas no mercado aconteceu de forma bastante rápida. Em apenas uma semana, a precificação do mercado futuro já está mostrando o meio ponto como mais provável. Meirelles também passou o recado de que as publicações do Banco Central não devem ser vista como algo em "tempo real". "Desejamos que 100% dos analistas consigam prever nossas decisões com 45 dias de antecedência", disse, mas explicou que isso seria possível apenas em um nível total de estabilidade, e essa não é, segundo ele, a situação da economia mundial hoje. Para o economista da Oren Investimentos, Gustavo Mendonça, o que mais chamou a atenção foi a atitude de Meirelles, que dificilmente fala de política monetária e comenta movimentos de mercado em eventos como o de hoje. Outro ponto que surpreendeu o economista foi a minimização da importância do que está escrito no relatório de inflação. A ideia transparecida, segundo Mendonça, é de que o documento não é uma sinalização para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). "Achei isso estranho, pois o mercado entende e o próprio BC disse que a ata e o relatório de inflação são os instrumentos de comunicação oficial", disse o economista. (Eduardo Campos | Valor)

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