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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros ensaiaram mais um pregão de alta nesta segunda-feira, mas fecham a jornada ao redor de estabilidade, pondo fim a um período de quatro pregões seguidos de firme valorização. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento o julho de 2010 marcava estabilidade a 10,13%. Agosto de 2010 não foi.

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros ensaiaram mais um pregão de alta nesta segunda-feira, mas fecham a jornada ao redor de estabilidade, pondo fim a um período de quatro pregões seguidos de firme valorização. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento o julho de 2010 marcava estabilidade a 10,13%. Agosto de 2010 não foi. Mas janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,01 ponto, a 11,17%. Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 marcava alta de 0,01 ponto, a 12,16%. Janeiro de 2013 ficou estável a 12,34%. E janeiro 2014 subia 0,01 ponto, a 12,35%. Até as 16h15, foram negociados 633.765 contratos, equivalentes a R$ 56,13 bilhões (US$ 30,97 bilhões). O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 231.225 contratos, equivalentes a R$ 21,79 bilhões (US$ 12,02 bilhões). Segundo um gestor de renda fixa que preferiu não se identificar, a curva futura passou por um movimento de recomposição de prêmios de risco, refletindo a melhora de cenário externo e o aceno do Banco Central de seguirá com o aperto da taxa básica de juros "O mercado voltou a colocar na curva o prêmio referente ao cenário de quatro elevações de 0,75 ponto percentual na Selic", explica, lembrando que duas já foram, e as outras altas seriam em julho e setembro. O gestor lembra que o mercado devolveu bastante prêmio no período de maior incerteza externa, mas que conforme a confiança foi restaurada ao longo da semana passada, os contratos voltaram a apontar para cima. Concomitantemente a isso, o Banco Central indicou que não deve mudar de postura em função das incertezas externas. E isso fez o mercado repensar sua posição quanto ao movimento de aperto monetário. Ainda de acordo com o gestor, atenção à ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será apresentada na quinta-feira. Segundo o especialista, o mercado deve mostrar alguma reação caso o documento não confirme essa percepção de continuidade do ciclo de aperto monetário em passo de 0,75 ponto percentual. Olhando agora para os indicadores de inflação, o gestor acredita que o mercado não está comprando a ideia de preços mais baixos. A visão que parece imperar é que essa melhora da inflação é algo pontual, que não deve ter muito impacto na dinâmica de preços no ano. Pelo lado da atividade, diz o especialista, fica a dúvida sobre ritmo de crescimento, que parece ter diminuído em abril, mas já voltou a ganhar força no decorrer de maio. (Eduardo Campos | Valor)

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