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Deutsche prevê forte demanda por BDRs não patrocinados

SÃO PAULO - O mercado de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinados, inaugurado hoje na BM&FBovespa, deve superar a demanda registrada por esse modelo em outros países, prevê o Deutsche Bank, instituição responsável pela emissão e registro do primeiro lote, que contempla dez empresas americanas. "O mercado de BDRs é gigante e superará a experiência em outros países", afirmou o diretor de Produtos de Ativos Não Patrocinados do banco alemão, Dirk Reinicke. Ele acredita que o volume negociado envolvendo esses papéis deve crescer ao longo dos meses, mas não fez previsões do valor que as operações usando os recibos de ações deve alcançar.

Valor Online |

SÃO PAULO - O mercado de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinados, inaugurado hoje na BM&FBovespa, deve superar a demanda registrada por esse modelo em outros países, prevê o Deutsche Bank, instituição responsável pela emissão e registro do primeiro lote, que contempla dez empresas americanas. "O mercado de BDRs é gigante e superará a experiência em outros países", afirmou o diretor de Produtos de Ativos Não Patrocinados do banco alemão, Dirk Reinicke. Ele acredita que o volume negociado envolvendo esses papéis deve crescer ao longo dos meses, mas não fez previsões do valor que as operações usando os recibos de ações deve alcançar. O Deutsche Bank lançou produto semelhante no México, em 2003, e hoje são 583 empresas listadas, que representam aproximadamente 15% do volume médio diário do segmento internacional negociado na bolsa. Na Argentina, a fatia chega 18%. Por meio dos BDRs, os gestores brasileiros podem comprar papéis de empresas americanas em reais, com preço definido de acordo com a cotação nos Estados Unidos e ajustado pela cotação do dólar no Brasil. O novo produto poderá ser negociado por instituições financeiras, fundos de investimento, administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para efeito de composição de carteira, são considerados investimentos no exterior. Os investidores pessoas físicas podem participar da nova modalidade de investimento apenas por meio de fundos. Não há expectativa de que esse mercado seja aberto para outros tipos de investidor, esclareceu o diretor de Renda Variável da BM&FBovespa, Julio Ziegelman. Essa questão é analisada pela CVM. A BM&FBovespa já foi sondada por empresas interessadas em lançar BDRs patrocinados, modalidade em que as companhias que emitem os recibos são responsáveis por divulgar informações e balanços ao investidor. Mas por se tratar de um procedimento mais oneroso para a empresa, Ziegelman aposta numa predominância dos BDRs não patrocinados, no qual a emissão e o registro são de responsabilidade da instituição financeira depositária, sem participação das companhias. As dez empresas que compõem o lote lançado hoje são Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Avon, Wal Mart, Exxon Mobil, McDonald´s e Pfizer. O critério de seleção foi diversificar ao máximo, com setores mais representativos no Brasil, como os de consumo e mineração, e no mercado externo, como o segmento de tecnologia. "Escolhemos empresas com boa liquidez e, por ser o primeiro lote, tentamos ampliar o máximo possível", explicou o presidente do Deutsche Bank Brasil, Bernardo Parnes. No entanto, não houve um trabalho técnico de avaliação do potencial de ganho dos papéis dessas empresas. "Quem deve fazer isso é o investidor." (Ana Luísa Westphalen | Valor)

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