A intervenção verbal do ministro da Fazenda, Guido Mantega, desviou o dólar doméstico da tendência global de queda e a moeda encerrou ontem em alta de 0,41%, a R$ 1,722 no balcão

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A intervenção verbal do ministro da Fazenda, Guido Mantega, desviou o dólar doméstico da tendência global de queda e a moeda encerrou ontem em alta de 0,41%, a R$ 1,722 no balcão. O ministro deu uma série de declarações ainda pela manhã, cujo efeito perdurou ao longo de toda a tarde. Mantega afirmou que o Fundo Soberano do Brasil vai atuar no câmbio via Banco Central e que, para isso, "basta que a Secretaria do Tesouro determine que se adquira o dólar". O ministro também buscou refutar as avaliações de que tem procurado segurar o câmbio no gogó: "Eu falo e faço, mas faço com prudência". Analistas dizem que, além do ministro, os leilões de compra da moeda norte-americana realizados pelo BC nos últimos dias têm sido também eficientes para o controle da oferta. As dúvidas sobre as eventuais medidas adicionais para estimular a economia dos EUA continuaram a castigar o dólar no exterior, que cedeu ante o euro e o iene. Também as bolsas em Nova York refletiram tais incertezas e terminaram em baixa. Ontem, último dia de reserva de ações da Petrobras para os investidores do varejo, a Bovespa mostrou alívio com a proximidade do fim do processo - hoje será definido o preço da oferta pública. Na contramão do exterior, a Bolsa subiu 0,89%, para 68.325,18 pontos, amparada pelos ganhos de papéis ligados a commodities, como os da Vale, que tiveram valorização de mais de 1,5%. Petrobras PN caiu 1,40%, cotada a R$ 25,98, negociando giro elevado, de R$ 1,137 bilhão. A ON declinou 0,40%, a R$ 29,68. Os juros tiveram oscilações discretas ao longo de uma sessão de liquidez limitada. A taxa do DI janeiro de 2 012 fechou a 11,57%.

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