A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou propostas para extinguir processos administrativos em que apontava irregularidades relacionadas às empresas Ripasa, Positivo Informática e MRV Engenharia. A CVM ainda rejeitou outras ofertas de acordo, relacionadas ao acionista da Sadia Flávio Fontana Mincaroni e ao investidor estrangeiro Natexis Banques Populaires.

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Mincaroni é acusado de uso de informação privilegiada, como acionista da Sadia, antes da empresa divulgar oferta pública para compra de ações da Perdigão, em julho de 2006. Ele propôs pagar R$ 100 mil à CVM, que rejeitou a oferta e registrou que o valor é pequeno para um caso de informação privilegiada.

No caso da Ripasa, ex-controladores e ex-executivos da companhia se propuseram a pagar, em conjunto, R$ 1,050 milhão. Assim acabaram com processo contra eles ligados à informação privilegiada na venda da companhia em 2004 para Suzano e VCP e falta de diligência dos administradores, que levou a não divulgação de fato relevante relacionado às negociações à época.

No processo da Positivo Informática, a acusação sobre acionistas do grupo de controle e administradores era pela empresa não ter publicado fato relevante referente a possível venda do controle acionário da companhia. Eles apresentaram proposta de pagamento que, somada, é de R$ 1 milhão, e ela foi aceita.

Outro termo de compromisso aprovado foi o de Leonardo Guimarães Corrêa que pagou R$ 100 mil para extinguir processo em que era acusado de, como diretor e vice-presidente executivo de Relações com Investidores da MRV Engenharia e Participações, ter dado entrevista sobre oferta pública de emissão de debêntures da companhia em período de silêncio.

O investidor estrangeiro Natexis Banques Populaires teve negada sua proposta de pagar R$ 50 mil para acabar com processo por não ter informado à CVM dentro do prazo que vendeu 9,21% das ações ordinárias da Triunfo Participações.

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