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Crowe prevê crescer como opção às "big four"

Firma de auditoria americana expande a atividade no Brasil com foco em médias empresas, construção, bancos e clubes de futebol

Nelson Rocco, iG São Paulo |

A firma de auditoria de origem norte-americana Crowe Horwath RCS quer se firmar no Brasil como uma alternativa às “big four”, como são conhecidas mundialmente as quatro maiores empresas do setor. “Vamos fortalecer nossa atuação entre as médias empresas, porque as quatro grandes dominam entre as maiores companhias”, afirma Raul Corrêa da Silva, presidente da Crowe no Brasil.

A firma norte-americana, com sede em Nova York, tem mais de cem anos de existência. Desembarcou no Brasil há um ano, numa operação envolvendo a fusão de duas empresas brasileiras, a RCS Brasil e a Tufani, Reis & Soares Auditores Independentes. Para a abertura de escritórios, contratação de funcionários e reposicionamento da marca foram investidos R$ 3 milhões. “Com a fusão, aumentamos nossa massa crítica, ampliamos os mercados e podemos ganhar conhecimento para crescer”, diz Silva.

A empresa tem unidades em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. No mês que vem, abre uma unidade em São José dos Campos, no interior de São Paulo, e até o final do ano será a vez de Recife. Segundo Silva, os investimentos serão de R$ 500 mil nas duas novas filiais.

O faturamento no ano passado, diz o presidente, foi da ordem de R$ 25 milhões. Silva afirma que o planejamento da companhia é elevar as receitas entre 20% e 25% neste ano. Ele lembra que a empresa é a sétima do mercado brasileiro de auditoria, atrás das quatro grandes – PricewarterhouseCoopers, Deloitte, KPMG e Ernst & Young -, além da BDO, que se fundiu com a Trevisan, e da Terco Grant Thornton.

Foco nas médias

O foco de atuação da Crowe Horwath RCS no País é no atendimento às médias empresas. “Hoje, elas procuram mais as firmas de auditoria, porque querem melhorar a governança corporativa. Com o aumento do volume de fusões e aquisições, as empresas médias têm de estar preparadas. Por isso procuram serviços de gestão”, afirma Silva.

O faturamento mundial da firma é de cerca de US$ 1,6 bilhão ao ano. Na América Latina, a operação brasileira é a terceira em tamanho, atrás do México e da Argentina. “O México hoje é a maior operação, mas em dois anos deverá ser o Brasil”, prevê o argentino Eduardo Pestarino, diretor da empresa para a América Latina.

Wilton Junior/ AE
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Raul Corrêa da Silva conta que a Crowe tem em sua carteira de clientes 12 companhias abertas, segmento considerado o melhor filão das firmas de auditoria. A empresa, diz ele, é especializada nas áreas de construção civil, bancos de médio porte e corretoras, além de esportes. A Crowe audita o balanço de vários clubes de futebol. Tem, inclusive, uma divisão nesse segmento.

Mauro Ambrósio, responsável pela área Esporte Total, conta que a firma está elaborando um curso de gestão para a área esportiva. “O objetivo é mostrarmos os benefícios da gestão no esporte. Os clubes precisam aprender a não ter medo de ganhar dinheiro, ter um marketing mais agressivo”, afirma Ambrósio.
 

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