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Para candidata, expansão passa por fortalecimento do mercado de capitais. Atualmente, crédito equivale a 45% do PIB

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje ver condições para que o crédito no Brasil chegue a 70% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014, desde que se façam os investimentos necessários. Atualmente a taxa de crédito no País está ao redor de 45% do PIB. Dilma reconheceu, no entanto, que, para dar esse salto, alguns desafios de ordem econômica e financeira terão de ser enfrentados, porque não dá para esperar que só o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atenda à demanda dos financiamentos de longo prazo.

Segundo a pré-candidata, entre esses desafios está o de fortalecer o mercado de capitais, que, de acordo com ela, é suficiente para atender à demanda por financiamentos de prazo mais longo. "Eu acredito muito no mercado de capitais como fonte suficiente para atender à demanda por financiamentos de longo prazo. Por isso, sempre defendi a securitização e o project finance (financiamento relacionado a projeto)", explicou a pré-candidata petista.

A pré-candidata afirmou também que seu projeto político contempla o aprofundamento da democracia, com liberdade de expressão e de imprensa. "Entre os emergentes, somos um País democrático e temos de garantir que essa democracia seja aprofundada, com liberdade de expressão e de imprensa", acrescentou a pré-candidata. Outro ponto destacado por Dilma foi a transparência do Estado. Segundo ela, o governo federal já deu um grande passo ao colocar suas contas no Portal da Transparência, mas é necessário ampliar a iniciativa.

Dilma fez essas afirmações durante a palestra "Brasil, quinta economia mundial. Como chegar até lá?", no "Fórum Exame - A construção da quinta maior economia do mundo", que acontece em São Paulo. À tarde, está prevista a participação no evento do presidenciável do PSDB, José Serra.

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