Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google
 

Crédito imobiliário não elevará lucros dos bancos

Chefe de pesquisa do Barclays acredita que expansão do segmento terá baixo impacto no balanço nos bancos nos próximos cinco anos

Klinger Portella, iG São Paulo |

O boom do mercado imobiliário brasileiro não significará ganhos expressivos para os principais bancos do País nos próximos anos, mesmo com as perspectivas bastante otimistas de elevação da concessão de crédito para o segmento. A avaliação é de Roberto Attuch Júnior, chefe de Pesquisa de Mercado de Capitais para a América Latina do Barclays Capital. Para ele, o crédito imobiliário representa uma fatia muito pequena no balanço das principais instituições financeiras do País.

“Se imediatamente o crédito imobiliário saltasse de 3% para 10% do PIB, com os resultados que os bancos têm hoje, o impacto direto seria inferior a 10%”, disse Attuch, durante encontro com jornalistas realizado nesta quarta-feira, em São Paulo.

AE
Crédito imobiliário 3 vezes maior teria impacto menor que 10% nos lucros, diz Attuch
Segundo o chefe de pesquisa do Barclays, pelo menos nos próximos cinco anos o crédito imobiliário ainda significará uma fatia pequena nos ganhos dos quatro principais bancos listados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa): Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander.

Attuch explica que o Brasil é um exemplo “não usual” para o segmento. “O crédito imobiliário chegou muito tarde no Brasil. Ele está começando a crescer em um momento em que os bancos já estão muito grandes e rentáveis. Justamente o contrário do que aconteceu no Leste Europeu e no México”, comparou.

Ele acredita que, em Bolsa, os investidores ganharão mais com a expansão imobiliária se apostarem em ações de construtoras.

Attuch destaca, por outro lado, que o crescimento do crédito imobiliário vai reduzir o perfil do risco no balanço dos bancos, já que esse tipo de financiamento é garantido e demanda menor provisão por parte das instituições financeiras. O chefe de pesquisa do Barclays aponta, também, que a redução do nível de provisionamento pode ser “a grande surpresa” no resultado dos bancos em 2010.
 

Leia tudo sobre: bancoscréditoimobiliárioimóveis

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG