SÃO PAULO - Os contratos curtos no mercado de juros futuros seguem próximos à estabilidade na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), nesta sexta-feira. Para o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, isso se deve às incertezas quanto à taxa básica de juros (Selic) no ano que vem.

SÃO PAULO - Os contratos curtos no mercado de juros futuros seguem próximos à estabilidade na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), nesta sexta-feira. Para o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, isso se deve às incertezas quanto à taxa básica de juros (Selic) no ano que vem. "É consenso que a taxa de juros vai subir no próximo ano, mas ninguém consegue dimensionar o quanto e quando. Nem mesmo o Banco Central", explica. Já os contratos longos, especificamente o com vencimento em janeiro de 2017, estão sendo pressionados hoje por um movimento comprador entre estrangeiros, segundo ele. Como o contrato de janeiro de 2017 não tem tanta liquidez, acaba pressionando os contratos com um prazo menor, como o de janeiro de 2014. "O estrangeiro faz o hedge com contratos com vencimento mais curto". Há pouco, na ponta mais longa da curva de juros futuros, o Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2014 cedia 0,04 ponto percentual, para 11,74%, enquanto o DI do início de 2015 registrava baixa de 0,03 ponto, a 11,69%. Já o contrato de janeiro de 2016 perdia 0,03 ponto, para 11,61%, e o do início de 2017 recuava 0,03 ponto, a 11,52%. Na ponta média da curva, o DI de janeiro de 2012 registrava leve alta de 0,01 ponto, a 11,54%, enquanto o do primeiro mês de 2013 mantinha o patamar de 11,83%. O contrato de abertura de 2011, por sua vez, caía 0,01 ponto, a 10,66%. Hoje a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo fechou a terceira prévia de setembro com alta de 0,35%, acima da expectativa de parte do mercado. Porém, para Nepomuceno, este é um indicador ao qual os agentes dão pouca relevância. (Karin Sato | Valor)

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