Contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,11 ponto, a 11,37%

Depois do forte ajuste de baixa na terça-feira, os contratos de juros futuros longos começam o mês apontando para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Já os vencimentos curtos rondam a estabilidade, conforme os agentes esperam o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ainda hoje define a taxa básica de juros. O consenso é de estabilidade da taxa básica em 10,75%. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,11 ponto, a 11,37%. Janeiro de 2013 subia 0,13 ponto, 11,60%.

E janeiro 2014 acumulava 0,12 ponto, 11,51%. Entre os curtos, outubro de 2010, mostrava estabilidade a 10,66%. Novembro de 2010 também valia 10,66%, sem alteração. E janeiro de 2011 projetava 10,70%, alta de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 1.064.970 contratos, equivalentes a R$ 93,75 bilhões (US$ 53,39 bilhões), queda de 20% sobre o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 288.820 contratos, equivalentes a R$ 25,03 bilhões (US$ 14,25 bilhões). Segundo o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, a movimentação nos vencimentos mais longos evidencia que a briga entre os agentes não tem relação com o Copom de hoje. Essa tipo de evento é precificado nos contratos curtos.

O que acontece nos vértices de prazo mais dilatado, na visão do especialista, é que o mercado tenta encontrar um ponto ótimo para os juros em 2011. Então, as taxas ficam flutuando conforme as apostas são montadas e desmontadas pelos investidores que acreditam em elevação de juros e aqueles que trabalham com a estabilidade ou até mesmo queda da Selic. Junto com isso, nota Nepomuceno, há uma movimentação de investidores estrangeiros, que voltaram a reduzir sua posição vendida em taxa, o que acabara impulsionando o aumento nos prêmios de risco.

Outro ponto de influência são os juros externos. As taxas americanas, por exemplo, também apontam para cima, conforme os agentes saem da renda fixa e voltam a buscar rendimento em ações e outros no pregão desta quarta-feira. De volta ao mercado local, Nepomuceno nota que apesar de todo o sobe e desce, a curva futura segue com o mesmo formato. Os prêmios são crescentes até 2013, ponto máximo, depois as taxas voltam a recuar.

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