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Continuidade faz Bovespa subir após eleição de Dilma

Analistas dizem que vitória já estava no preço das ações e falam em tranquilidade. Primeiras declarações foram bem recebidas

Olivia Alonso e Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta no primeiro pregão após a eleição de Dilma Rousseff para a Presidência do Brasil. Segundo analistas do mercado financeiro, a vitória da petista já era esperada, estava nos preços das ações e significa a continuidade do governo Lula.

O Ibovespa, principal índice da Bovespa, fechou em alta de 1,26%, aos 71.560 pontos nesta segunda-feira, primeira sessão de novembro, que teve movimento enfraquecido em função do feriado de Finados da próxima terça-feira. Em outubro, o índice teve ganho de 1,79% e, no ano, registra valorização de 3,04%.

Além da tranqüilidade na alternância do poder, analistas acreditam que as primeiras palavras e movimentações de Dilma ajudaram no sinal positivo do mercado de ações, pois confirmaram as expectativas e deram sinais de que figuras bem vistas pelos investidores terão papéis decisivos. “A sinalização de que Antônio Palocci ficará com algum cargo importante é bem-vinda, sobretudo para a cotação de companhias com forte participação estatal”, diz Alexandre Póvoa, diretor da gestora de recursos do Banco Modal. Petrobras PN (+2,48%) e Eletrobras PNB (+3,53%) estiveram entre as principais valorizações do dia.

De agora em diante, o mercado financeiro vai acompanhar a formação da equipe de Dilma. “É claro que, em se tratando de um governo de continuidade, nenhum analista trabalha com mudanças radicais”, afirma a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Assim, a expectativa é de tranquilidade na Bolsa nos próximos pregões, com viés de alta.

"Se o próximo governo refletir continuidade, eu acho que há um bom espaço para a bolsa continuar avançando", afirma Beto Scretas, gestor de renda variável da administradora de recursos Schroeder. Na opinião de André Perfeito, economista da Gradual Corretora, há espaço para que a Bolsa atinja os 75 mil pontos até o fim deste ano. Marcelo Coutinho, da Youtrade, também aposta no tom positivo para este ano. “O mercado está tranquilo, muito estável, e não temos uma influência muito incisiva vinda do exterior”, afirma.

Setores

Na visão de Raffi Dokuzian, superintendente da Banif Corretora, alguns setores poderão “continuar beneficiados”. Segundo ele, os investidores enxergam que, assim como Lula, Dilma deverá privilegiar bancos, construtoras e consumo. Ao mesmo tempo, o crescimento da China impulsiona os setores de siderurgia e mineração.

Dokuzian espera um mercado de ações em alta esta semana. Perfeito, da Gradual, ressalva que os investidores do Brasil e do exterior devem estar atentos à reunião do banco central dos EUA, o Federal Reserve (Fed). “O mercado aguarda indicações sobre possíveis medidas de afrouxamento monetário para a economia norte-americana”, afirma.

Esta semana também sairão dados da produção industrial, que serão divulgados na quinta-feira. Além disso, continua a safra de resultados corporativos trimestrais.

Petrobras

As ações preferenciais da Petrobras tiveram o maior volume de negócios da Bolsa e subiram 2,48%, para R$ 26,49. Segundo os analistas, ainda é cedo para dizer se o governo de Dilma Rousseff (PT), eleita neste domingo, terá uma influência sobre os papéis da companhia e ainda é preciso esperar a decisão do comando da estatal.

Entre os cotados, segundo o colunista do iG Guilherme Barros, está o ex-ministro Antônio Palocci. Na opinião de Scretas, da Schroeder, o mercado faria uma leitura "extremamente positiva" de uma indicação de Palocci. Dokuzian, por sua vez, afirma que outros dois nomes poderão ficar à frente da estatal: o atual presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, e Maria da Graça Foster, atualmente diretora de Gás e Energia da petrolífera.

Novo governo

Além da Petrobras, de agora em diante o mercado ficará à espera dos nomes que vão compor todo o novo governo brasileiro. Dokuzian, da Banif, diz que o ex-ministro Antonio Palocci é um dos citados no mercado para a Casa Civil, enquanto o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, poderia assumir a pasta de Infraestrutura e Transportes. Para o Ministério da Fazenda, ele diz que fala-se em Luciano Coutinho, mas afirma que também há a possibilidade de o ministro Guido Mantega ser mantido no cargo.

 

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