Exigência de mais capital, execução dos projetos e cálculo de múltiplos estão na lista de alertas

Para Ricardo Almeida, professor de finanças do Insper, são quatro os principais riscos para as empresas X. O primeiro _crucial para a pessoa física_ é ter de acompanhar futuras chamadas de capital feitas pelo controlador.

“Nunca se sabe de quanto dinheiro extra o projeto vai precisar”, afirma. “Se o controle decidir que precisa de mais recursos e fizer um grande aporte, o minoritário vai ter de investir mais ainda para não ter sua participação diluída.” Nesse caso, é importante reservar uma pequena parte das aplicações nesse tipo de empresa.

Outro risco é o de execução do projeto. A incerteza em relação a gastos e prazos é alta e deixa as ações mais voláteis. “Para a pessoa física, pequenos sinais de insucesso são mais difíceis de perceber do que para um aplicador especializado”, diz Almeida.

Os parâmetros usados pelos analistas para medir o valor dos papeis também entram na conta. Para chegar ao preço, eles usam os múltiplos, que são indicadores de comparação. “Muitas vezes, o índice é calculado com base em reservas de petróleo provadas, no caso da OGX, mas sem a garantia e o histórico de custos dessa extração”, afirma.

O último sinal amarelo levantado pelo professor é a estrutura do grupo, que possibilita captações de recursos por controladas, dentro do guarda-chuva da holding EBX. Nesse caso, o investidor pode ver sua empresa gastar dinheiro para que outra o utilize, diminuindo seus lucros.

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