Popular nos Estados Unidos e na Europa, essa modalidade de proteção chegou ao Brasil há pouco mais de dez anos

O seguro D&O (Directors&Officers, da sigla em inglês) protege o patrimônio pessoal de conselheiros e diretores contra perdas financeiras que podem ocorrer em virtude de riscos inerentes às suas funções. Com esse seguro, gerentes, diretores, administradores e conselheiros, além da própria empresa, se protegem de ações judiciais por reparação financeira em virtude de supostos danos causados por atos ou omissões no desempenho do cargo executivo. As seguradoras cobrem prejuízos apenas nos casos nos quais não houve dolo – ou seja, quando não houve intenção de causar o prejuízo.

Os preços das apólices variam conforme o caso, dependendo da exposição da empresa e do executivo. Quanto menos exposto, menor é o custo da apólice. Empresas de maior porte, que têm mais impostos e estão sujeitas a mais leis, são consideradas mais expostas, segundo profissionais do setor. Uma empresa com grande exposição pode pagar, por exemplo, até R$ 2 milhões em prêmios para R$ 200 milhões de cobertura.

Na maior parte dos casos, a cobertura inclui itens como prejuízos financeiros resultantes de uma sentença judicial ou um acordo entre as partes, custos de defesa, despesas com representação legal, despesas de publicidade e cobertura de reclamações contra cônjuges, entre outros.

Seguro financeiro

Popular nos Estados Unidos e na Europa, essa modalidade de proteção, que faz parte da “linha financeira” no segmento de seguros, chegou ao Brasil há pouco mais de dez anos e vem se popularizando nos últimos três anos, tendo sido impulsionada pela crise financeira internacional.
As vendas de apólices somaram R$ 120 milhões no Brasil de janeiro a outubro de 2009, enquanto as seguradoras pagaram R$ 5,2 milhões em sinistros de D&O, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que contabiliza dados de 16 empresas brasileiras atuantes nesse mercado.

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