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Comprar ações de Google e Apple é mais barato via Bovespa

Custo para comprar papéis das companhias americanas diretamente das Bolsas de Nova York é mais alto, segundo analistas

Olívia Alonso, iG São Paulo |

Comprar ações das empresas americanas Google, Apple, WalMart, Avon, Pfizer e McDonald´s ficou mais fácil para quem quer investir nestes papéis. Antes, o investidor precisava comprar ações dessas companhias diretamente nas bolsas de valores Nova York. Agora, pode adquirir os chamados Brazilian Depositary Receipts (BDRs) - que na verdade são certificados das ações - diretamente pela Bovespa, de uma forma mais interessante, segundo analistas.

Mas, para o investidor pessoa física, a compra não é tão simples como adquirir uma ação de uma companhia brasileira listada na Bovespa. Para ter as empresas em seu portfólio, o pequeno investidor terá que procurar um fundo de investimento que possua BDRs em sua carteira. Segundo a CVM, a decisão de não liberar a compra direta foi tomada para a proteção do próprio investidor, já que as empresas de fora não precisam seguir as regras do mercado local.

Apesar de ser necessário um intermediário, é mais simples e mais barato adquirir as ações das gigantes americanas via Bovespa do que por meio dos mercados em que as empresas são listadas originalmente, que são bolsas de Nova York (NYSE) e a Nasdaq.

“A primeira vantagem é que com o BDR você negocia em reais, o que representa um conforto ao investidor”, afirma Paulo Esteves, analista chefe da Gradual Investimentos. Segundo ele, o fato de os papéis serem comprados na moeda local elimina custos de operações de câmbio, além de ser preferível lidar com uma moeda cujas flutuações são mais conhecidas pelo investidor. Vale ressaltar, no entanto, que caso o real ganhe valor em relação ao dólar, o ganho do investidor será reduzido, justamente em função da conversão cambial.

Em relação a outras taxas, os analistas afirmam que a aquisição de BDRs não envolve diversos custos que são cobrados ao estrangeiro que compra das ações nas bolsas de origem. Entre as tarifas estão a de remessa, a de manutenção de controle e os impostos, como o IOF, que incide sobre operações financeiras.

As burocracias também são menores na compra feita no Brasil, segundo o consultor financeiro Mauro Calil. “Por aqui, não é preciso um contrato de prestação de serviço bilíngüe, por exemplo.” Além disso, para negociar via Nova York, o interessado também precisa ter uma conta corrente no exterior, lembra Pedro Galdi, chefe de análise da corretora SLW. “A compra direta de ações no exterior me parece ser mais associada a investidores institucionais ou com perfil diferenciado”, afirma.

No caso da pessoa física, segundo Calil, a aplicação em ações nas bolsas estrangeiras de origem pode valer à pena se o interessado tiver a partir de US$ 1,5 milhão. “Fizemos algumas contas e vimos que os custos não compensavam para um valor inferior a este”, afirma o consultor.

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