SÃO PAULO - Um forte movimento de venda de ações ligadas a commodities e a renovação das preocupações com a saúde fiscal dos países europeus voltaram a pressionar as bolsas europeias para o terreno negativo. Em Londres, o FTSE-100 recuou 1,11%, para 5.

069 pontos; em Paris, o CAC-40 perdeu 1,21%, aos 3.414 pontos; e em Frankfurt, o DAX caiu 0,6%, para 5.905 pontos.. Os papéis do setor de mineração puxaram as perdas nesta segunda-feira. Kazakhmys despencou 4,20% e Xstrata recuou 3,6%. O setor reagiu a um comunicado do G-20, que sinalizou maior cautela em relação às perspectivas de crescimento da economia mundial. As ações da BP voltaram a cair, registrando baixa de 0,70%. A empresa informou que os custos do vazamento de petróleo no Golfo do México já somam US$ 1,25 bilhão. A conta exclui US$ 360 milhões em fundos para um projeto de construção de ilhas de contenção na Louisiana. Depois do susto de sexta-feira, quando a situação fiscal da Hungria foi comparada à da Grécia, o país tentou minimizar os comentários. O ministro da Economia, Gyorgy Matolcsy, disse que a administração húngara vai tentar alcançar o déficit orçamentário de 3,8% do PIB em 2010 estipulado pela gestão anterior. Ele refutou falas recentes de outros representantes do governo de que o déficit pode ficar em 7% a 7,5% do PIB, e que o país está perto de não honrar seus compromissos. Já no Reino Unido, o premiê David Cameron alertou para a situação financeira doméstica. Ele avisou que o governo terá de fazer um severo corte de custos para que o déficit público fique sob controle. Ele sugeriu que os programas sociais e os gastos com servidores públicos estão na lista para possível enxugamento. A Alemanha saiu na frente e anunciou que vai cortar os benefícios sociais, criar impostos e reduzir empregos públicos para economizar 80 bilhões de euros (cerca de US$ 96 bilhões) até 2014. "A Alemanha, como a maior economia (da Europa), tem o dever de dar um bom exemplo", disse a chanceler alemã, Angela Merkel. (Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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