O período de transição aprovado pelos reguladores bancários ontem, para que os bancos aumentem e melhorem seu capital, parece "suficientemente longo", afirmou o diretor do Comitê da Basileia sobre Supervisão Bancária, Nout Wellink

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O período de transição aprovado pelos reguladores bancários ontem, para que os bancos aumentem e melhorem seu capital, parece "suficientemente longo", afirmou o diretor do Comitê da Basileia sobre Supervisão Bancária, Nout Wellink. A implementação das regras será feita gradualmente, entre 2013 e 2019.

Wellink expressou otimismo com o fato de os bancos do setor público serem capazes de atender às novas exigências de capital dentro dos períodos de transição determinados pelos reguladores. "Eles têm que trabalhar em seus problemas e podem resolvê-los no período que têm em mãos", afirmou Wellink. "No geral, nós estamos muito otimistas sobre o acordo", disse.

Wellink, que também é membro do conselho de governo do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que os bancos deverão ser capazes de aumentar o capital adequadamente por meio dos mercados financeiros para cumprirem as novas exigências regulatórias.

Crédito

O porta-voz do ministério de Finanças da Alemanha, Michael Offer, afirmou que as novas exigências para os bancos determinadas pelas regras de Basileia 3 não vão piorar a situação do crédito. A mesma opinião foi defendida pela ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, que acrescentou que as novas medidas não vão dificultar a recuperação econômica.

"Nós não vemos qualquer ameaça de turbulência no crédito por causa dessas regras", disse Offer. Segundo ele, o ministro Wolfgang Schaeuble não acredita que as regras vão sobrecarregar os bancos alemães, incluindo os bancos de poupança e os cooperativos. Offer afirmou que as regras são uma pedra fundamental e o coração dos esforços globais para evitar novas crises financeiras.

Lagarde, por sua vez, destacou que "a decisão do Comitê da Basileia de implementar gradualmente essas ambiciosas exigências vai permitir que os bancos sustentem sua capacidade de emprestar para a economia e não vai comprometer a recuperação econômica". No entanto, a reação da ministra francesa contrasta com a da federação de bancos franceses, que disse que as regras não são o melhor caminho para evitar mais crises e podem prejudicar o crescimento por causa da redução do crédito.

Suíça

O governo da Suíça afirmou que um relatório final sobre como proteger o setor financeiro do país contra um colapso do UBS ou do Credit Suisse está previsto para o fim deste mês, acrescentando um "toque suíço" às medidas de capital mais duras acertadas pelos reguladores internacionais neste fim de semana na Basileia.

A comissão suíça de especialistas que está preparando recomendações para o governo adiou no mês passado a data de publicação de seu relatório final para levar em conta as exigências internacionais de capital dos bancos que foram decididas ontem. Embora os bancos suíços sejam conhecidos por sua forte capitalização em comparação com concorrentes da Europa, o UBS e o Credit Suisse enfrentam exigências mais duras que outros bancos, por causa de medidas para os "grandes demais para falir".

Analistas dizem que, apesar de as regras acertadas em Basileia 3 não serem tão duras quanto o esperado, o órgão regulador da Suíça geralmente exige um "toque suíço", o que significa que as regras internacionais são aplicadas mais duramente no país do que em outros. As informações são da Dow Jones.

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