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Com temor de restrição na Europa, Bolsa cai 2,5%

Novo dia com notícias negativas abala mercados de ações no mundo. Por aqui, o Ibovespa fechou no menor nível desde 9 de setembro

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

Os vendedores não dão trégua para os mercados de ações no mundo. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 2,5%, em sua sexta sessão seguida de queda. O Ibovespa – principal índice da bolsa – abriu esta quinta-feira em baixa superior a 2%. Próximo do meio-dia, o rompeu o suporte dos 58 mil pontos, mas fechou um pouco acima, aos 58.192 pontos, menor nível desde 9 de setembro de 2009. O giro financeiro foi de R$ 7,9 bilhões.

O comportamento da Bovespa segue suas pares no mundo e é reflexo de uma seqüência diária negativa de notícias. A principal de hoje, segundo operadores, é o anúncio de que a Europa pode seguir a Alemanha e adotar medidas restritivas a determinadas operações financeiras, como as vendas a descoberto.

A situação é ruim e faz muitos analistas grafistas projetarem um piso de 52 mil pontos para o Ibovespa no curto prazo, o que significa uma queda 10,5% em relação ao patamar atual. No ano, o Ibovespa cai 13%. A perda em uma semana é de 8,5%.

Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, o piso do curto prazo está nos 55 mil pontos. Ele não acredita, no entanto, que o Ibovespa cairá e se manterá nesse patamar mais baixo. O crescimento previsto da economia brasileira faz com que as projeções para o mercado de ações local sejam melhores.

O especialista acredita que muito do estresse do mercado vem da demora da Europa em tomar decisões consideradas satisfatórias para barrar possíveis problemas de pagamento de dívida de países. Ele ressalta, no entanto, que essa demora é normal, visto que a decisão não depende de apenas uma nação, mas de várias.

AE
Sequência de notícias negativas não dá trégua para Bolsas
“Os europeus têm de conviver com um mercado financeiro muito sofisticado e um estado de bem estar social pesado. Eles não vão entregar a rapadura para o mercado”, diz. Enquanto uma decisão mais forte não é tomada, há fuga nos investimentos considerados de maior risco.

O economista vê a Bovespa sendo negociada com desconto no momento, mas entende a correção de rumos mundial. Na visão dele, os mercados acionários subiram bem ao final de 2009, mas ignorando boa parte dos problemas que se avolumavam.

Bolsas Internacionais

Outro fator que pesou nas Bolsas por volta do meio dia foi a divulgação de dados piores do que o esperado nos Estados Unidos. As bolsas da Europa aprofundaram as perdas após a notícia e fecharam em queda generalizada.

Nos Estados Unidos, os mercados tiveram queda próxima a 4%. O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 3,6%, para 10.068 pontos, enquanto a Nasdaq desabou 4,11%, para 2.204 pontos. O Standard & Poor's 500 despencou 3,9%, para 1.071 pontos.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 25 mil, para 471 mil, após ajustes sazonais, na semana até 15 de maio. O dado veio muito pior do que o esperado pelos economistas, que previam queda de 4 mil pedidos.

Na Ásia, a queda em Wall Street da quarta-feira e a continuação das preocupações com a zona do euro provocaram novas baixas. A Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, não abriu por causa da violência local.

A Bolsa de Hong Kong teve o pior fechamento desde 8 de fevereiro. As perdas só não foram maiores por conta da presença de investidores em busca de ofertas de ocasião no peso pesado HSBC. O índice Hang Seng caiu 33,15 pontos, ou 0,2%, e terminou aos 19.545,83 pontos - na semana, o índice acumulou declínio de 3%.

Dólar

O dólar subiu pelo sexto dia seguido e se aproximou da cotação de R$ 1,90. No fechamento, valia R$ 1,861 para venda, após uma alta de 1,25%.

(Com agências)

 

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