O Conselho Monetário Nacional reconheceu hoje, na prática, a Central de Exposição de Derivativos (CED), uma espécie de banco de dados criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com informações sobre as aplicações das empresas em operações no mercado de derivativos

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O Conselho Monetário Nacional reconheceu hoje, na prática, a Central de Exposição de Derivativos (CED), uma espécie de banco de dados criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com informações sobre as aplicações das empresas em operações no mercado de derivativos.

A Central está sendo criada como uma medida prudencial para tornar mais seguras as operações nesse mercado e evitar o que aconteceu em 2008, durante a crise financeira internacional, quando várias empresas brasileiras tiveram perdas gigantescas porque estavam fazendo aplicações especulativas em derivativos.

Os bancos que quiserem fazer consultas à CED terão que indicar ao Banco Central (BC) o nome de um diretor responsável pela área. A obrigatoriedade foi estabelecida em resolução aprovada hoje pelo CMN. Esse tipo de reconhecimento estava sendo aguardado pelos bancos para colocar em funcionamento a nova central, que funcionará como uma empresa sem fins lucrativos e reunirá em um mesmo sistema as posições em derivativos das empresas registradas na Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip) e na BM&FBovespa. Os Estados Unidos e outros países também estão aprimorando as suas regras para transações com derivativos.

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