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Unir-se a amigos para investir em ações é uma boa forma de debutar no temido mercado acionário, segundo especialistas em finanças pessoais

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Unir-se a amigos para investir em ações é uma boa forma de debutar no temido mercado acionário, segundo especialistas em finanças pessoais. A alternativa é possível por meio da formação de clubes de investimentos, que devem reunir no mínimo três e, no máximo, 150 membros com algo em comum.

A participação dos clubes cresceu de 379 grupos ativos em 2000 para 3119 em 2010. Por causa do maior número de pessoas e do volume de recursos na modalidade, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está refazendo a regulamentação dos clubes.

O principal motivo que torna o investimento em grupo atrativo é a associação do patrimônio dos participantes, o que facilita a diversificação da carteira e possibilita a obtenção de atendimento profissional e personalizado na corretora. Outros benefícios, como a diluição dos custos com as taxas da negociação de ações, também são apontados por especialistas que recomendam o ingresso aos clubes.

¿O ideal é que o investidor inexperiente entre nas ações por meio de um clube para ganhar conhecimento¿, recomenda Fernando Galdi, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). ¿Depois do aprendizado obtido no clube, é possível ir sozinho para o mercado de ações.¿

Como fazer

Clubes de investimentos não são produtos de prateleira. Por isso, não é possível chegar a uma corretora e solicitar o ingresso em um grupo. Para iniciar um clube, é preciso montar um grupo de pessoas e, daí sim, procurar um intermediário para regulamentar a abertura.

¿Cada um dos membros abre conta na corretora. Depois disso, nós montamos o clube¿, explica Fernando Friedheim, diretor da UM Investimentos, que administra 200 clubes.

A partir daí, cabe aos membros decidir de quanto será a aplicação inicial, que deve ser de no mínimo R$ 5 mil, e se haverá e de quanto será a contribuição mensal de cada participante. ¿Dessa maneira, fica claro que ações não são para elite, mas para qualquer pessoa¿, comenta Manuel Lois, diretor da corretora Spinelli, responsável pela administração de 350 clubes de investimentos.

Os membros do grupo também precisam definir em quais papéis vão investir. ¿Nós damos todo o suporte para a decisão, caso os investidores não tenham mesmo experiência¿, diz Friedheim.

Todas as decisões, como a compra de novos papéis ou a saída de algumas empresas da carteira, têm de ser autorizadas por todos os membros, o que pode ser feito por meio eletrônico. ¿Dessa forma, o processo torna-se bastante transparente¿, completa Lois.

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