SÃO PAULO - As expectativas de que a economia da China pode apresentar desaceleração no curto prazo pressionaram as negociações neste pregão e os principais índices de Wall Street fecharam em queda

. Quase todas as ações que compõem o Dow Jones recuaram, com exceção de duas, levando o índice a fechar com perda de 1,48%, aos 10.979 pontos. O Nasdaq caiu 1,76%, aos 2.437 pontos. O S&P-500, por sua vez, apresentou desvalorização de 1,59%, aos 1.166 pontos. O banco central da China demonstrou real preocupação com a inflação no país e elevou as taxas de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa do depósito de um ano saiu de 2,25% para 2,50%, enquanto a de empréstimo de um ano passou de 5,31% para 5,56%. O mercado entendeu a iniciativa como um recado de que a economia chinesa deve se desacelerar. Ainda na Ásia, outra notícia que influenciou as negociações veio do Japão, que reduziu sua avaliação sobre o atual estado da economia do país pela primeira vez em 20 meses. Em relatório, o governo japonês afirmou que "os movimentos econômicos parecem estar parando recentemente. A situação está difícil, com a taxa de desemprego elevada". Em meio à temporada de balanços, o destaque desta sessão vai para o setor bancário. Logo pela manhã o Bank of America (BofA) anunciou prejuízo líquido de US$ 7,299 bilhões, ou US$ 0,77 diluído por ação, no terceiro trimestre deste ano. Nos três meses terminados em setembro de 2009, o banco havia perdido US$ 1,001 bilhão. As ações da instituição recuaram quase 5%, sob pressão também de rumores de que o Fed de Nova York estaria forçando o banco a recomprar cerca de US$ 47 bilhões em papéis vinculados a empréstimos de alto risco. O Goldman Sachs, por sua vez, fechou o período com lucro líquido de US$ 1,898 bilhão, ou 40% abaixo dos US$ 3,188 bilhões verificados um ano antes. A receita líquida de US$ 8,903 bilhões foi inferior aos US$ 12,372 bilhões de mesmo trimestre do exercício anterior. Mesmo assim, os papéis do banco subiram mais de 2%. Os investidores responderam também aos resultados da Apple, que decepcionaram o mercado. Ontem, a empresa divulgou lucro de US$ 4,3 bilhões, mas as vendas de 4,2 milhões de iPads ficaram abaixo das expectativas de alguns analistas. Os papéis da companhia recuaram 2,7% neste pregão. (Vanessa Dezem | Valor, com agências internacionais)

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