Bolsa fechou acima desse patamar somente em 31 de maio. Dólar caiu e teve a maior baixa desde 27 de maio

A Bolsa de Valores brasileira subiu 2,54% nesta quinta-feira, dia em que a confirmação de notícias positivas da China e novidades sobre a capitalização da Petrobras animaram os mercados. O Ibovespa fechou em 63.048 pontos, na primeira vez no mês em que atinge o patamar dos 63 mil pontos.

A última vez em que o indicador fechou nesse nível foi no último pregão de maio, quando encerrou em 63.046 pontos. O volume financeiro da praça paulista somou R$ 5 bilhões. Nos Estados Unidos, Nasdaq subiu 2,77%, Dow Jones teve ganho de 2,76% e S&P500 subiu 2,95%.

O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira o projeto de capitalização da Petrobras , em que a empresa poderá levantar até US$ 25 bilhões e protagonizar a maior oferta de ações do mundo. "Sem dúvida nenhuma foi uma notícia importante. A aprovação já era sabida e as ações da Petrobras já vinham subindo nos últimos dias, mas hoje, sem dúvidas, a novidade é positiva", comenta André Perfeito, economista da Gradual Investimentos. Ele alerta no entanto, que o momento ainda é de volatilidade nos mercados.

Também exerce influência positiva nos mercados nesta quinta-feira a confirmação de dados positivos da China. As exportações do país cresceram 48,5% em maio, perante um ano antes, e as importações tiveram elevação semelhante, de 48,3%. As vendas externas totalizaram US$ 131,76 bilhões no mês passado e as compras, US$ 112,23 bilhões. Com isso, houve superávit comercial de US$ 19,53 bilhões.

No Brasil, os mercados ainda refletem os resultados macroeconômicos divulgados na semana. Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística anunciou um crescimento de 9% no Produto Interno Bruto (PIB) do País no primeiro trimestre. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros brasileira , para conter as pressões inflacionárias da economia. A decisão confirmou as expectativas do mercado financeiro.

Dólar

O dólar caiu mais de 2% frente ao real nesta quinta-feira, com o mercado aproveitando o ambiente externo favorável a investimentos considerados de risco para reverter a alta acumulada no mês.

A perspectiva de aumento dos ingressos de recursos no país por causa do juro básico mais alto e da capitalização de Petrobras e Banco do Brasil deu impulso extra à valorização do real --que se fortaleceu mais ante o dólar do que a maior parte das principais moedas.

A divisa dos Estados Unidos terminou o dia a R$ 1,810, em queda de 2,06%. É a maior baixa diária do dólar desde 27 de maio.

Europa

As bolsas europeias avançaram nesta quinta-feira, ajudadas por dados positivos na Ásia, pela decisão dos bancos centrais da Europa e da Inglaterra de manter as taxas básicas de juros na região, além de projeções mais otimistas do BCE. O contraponto ficou com a ação da BP, que afundou mais 6%.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,92%, para 5.133 pontos; em Paris, o CAC-40 terminou com ganho de 2,03%, aos 3.517 pontos; e em Frankfurt, o DAX avançou 1,20%, para 6.057 pontos.

Bolsas asiáticas

As Bolsas asiáticas subiram no pregão de hoje , puxadas pelo bom resultado da economia chinesa e pela discurso de ontem do presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Ben Bernanke. Hong Kong fechou com variação positiva de 0,06%, para 19.632 pontos. Em Sydney, a alta foi de 1,14 %, para 4.435 pontos, liderada por papéis de matérias-primas em razão dos maiores preços dos metais, que também foram impulsionados pelos dados chineses

A Bolsa de Seul registrou variação positiva de 0,27%, para 1.651 pontos. Cingapura subiu de 1,23%, para 2.779 pontos. Taiwan ganhou 1,56%, para 7.181 pontos. A exceção foi Xangai, que caiu 0,82%, para 2.562 pontos, em uma realização de lucros após os ganhos da véspera.

(com agências)

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