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China e IOF impulsionam alta de 1,3% do dólar; Bolsa cai 2,6%

Moeda fechou a R$ 1,687; no mercado acionário, papéis de commodities pressionaram o Ibovespa, que perdeu os 70 mil pontos

iG São Paulo |

A alta inesperada dos juros na China contribuiu para a intenção do governo brasileiro de frear a queda do dólar frente ao real, colocando a moeda norte-americana em alta de mais de 1% no primeiro dia de vigência do imposto maior sobre a entrada de capital estrangeiro para renda fixa.

O dólar subiu 1,26% nesta terça-feira, para R$ 1,687. Na máxima do dia, a divisa chegou a ser cotada a R$ 1,700, maior nível deste mês. Ontem, o dólar comercial fechou a R$ 1,666.

No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu  mais de 2%. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, caiu 2,61% e perdeu os 70 mil pontos, fechando aos 69.863 pontos. Contribuíram para esta queda a baixa das ações das empresas ligadas às commodities, que foram prejudicadas pela alta dos juros na China.

Papéis de grande peso no índice, como Vale e Petrobras, tiveram perdas superiores a 2% na sessão. As ações preferenciais da mineradora, responsáveis por 12% dos negócios do dia, tinham queda de 2,24% no final do pregão, para R$ 48,00. Já os papéis preferenciais da Petrobras, com o segundo maior volume (11,6% do total), caíam 3,79%, para R$ 25,40.

Já as ações que lideraram as quedas foram a Rossi (ON, com queda de 6,06%, para R$ 17,20) e Cyrela (ON, com baixa de 5,46%, para R$ 23,73). Entre as maiores perdas e também com grande volume esteve a OGX, que caiu 5,20% nesta terça.

As empresas ligadas ao petróleo foram prejudicadas pela forte queda dos preços dos barris. Os contratos futuros fecharam abaixo de US$ 80 o barril. A decisão da China de elevar a taxa de juros, que impulsionou o dólar, espalhou receios de que a demanda por matérias-primas possa desacelerar.

"A alta de juros na China é o grande influenciador da queda das bolsas, principalmente porque está puxando a baixa das commodities, com um impacto na desaceleração do ritmo de crescimento dos emergentes. De toda forma, a decisão é positiva para as commodities, que estavam subindo muito", avalia o diretor da Futura Corretora, André Ferreira.

Segundo ele, os investidores aproveitam as notícias para embolsar uma parte dos ganhos recentes e a decisão em si da China não representa uma preocupação. "O aumento dos juros veio numa ótima hora. Se o país eleva os juros, é porque enxerga um aquecimento maior que o esperado", comentou.

IOF

Também agitou os mercados nesta terça o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) Na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, elevou o imposto de 4% para 6% em aplicações de estrangeiros em renda fixa. A mesma taxa foi adotada sobre a conversão de dólares em reais para depósitos de margem de garantia na bolsa.

A elevação, que teve impacto na cotação do dólar, pode não ter efeito prático sobre a renda variável, mas tende a pressionar as ações do setor financeiro e da BM&FBovespa, segundo analistas. Os papéis ordinários da BM&FBovespa, por exemplo, tinham queda de 3,65% no fechamento dos negócios, para R$ 13,98, e eram o quarto mais negociado, com cerca de R$ 329 milhões.

Para o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, o mais importante das decisões tomadas ontem é a demonstração de força do governo. Acabou a percepção de "falo, mas não faço" que pautava o mercado. Segundo Machado, agora o investidor vai pensar duas vezes antes de ampliar de forma significativa sua posição vendida em dólar, pois novas medidas podem vir.

Ainda de acordo com o especialista, o governo contou com ajuda do cenário externo, onde se observa um aumento na aversão ao risco depois que a China subiu os juros e empresas americanas apresentaram fracos resultados. Dentro desse ambiente, cresce a demanda por dólar, que sobe ante o euro e outros rivais, e cai a demanda por ações e commodities.

EUA

Em Wall Street, as bolsas também têm queda, não apenas de olho na China, mas também na série de balanços corporativos divulgados entre ontem à noite e esta manhã. Além disso, as ações atingiram as mínimas da sessão no final da tarde após um informe de que o Pimco, o BlackRock e o Federal Reserve (Fed) de Nova York estão tentando forçar o Bank of America (BofA) a recomprar hipotecas problemáticas.

Por volta de 18h30, o índice Dow Jones recuava 1,48% e o S&P 500 se desvalorizava em 1,59%, enquanto o Nasdaq cedia 1,76%.

Para Ferreira, da Futura Corretora, nos Estados Unidos os resultados divulgados até o momento estão sendo positivos, com destaque aos do setor financeiro. Já o balanço da Apple, segundo ele, superou as expectativas, em termos de resultados, mas decepcionou nas vendas do iPad.

O lucro líquido da Apple no quarto trimestre cresceu para US$ 4,3 bilhões (US$ 4,64 por ação) ante um ganho de US$ 2,5 bilhões, ou US$ 2,77 por ação, no mesmo período do ano passado. A Apple, entretanto, vendeu 4,2 milhões de unidades de seu tablet durante o quarto trimestre fiscal, menos do que o volume de aproximadamente 5 milhões que os analistas, em média, estimavam.

(Com agências)

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