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China e Fed pressionam dólar, que sobe a R$1,77

China e Fed pressionam dólar, que sobe a R$1,77

Reuters |

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu pelo segundo dia ante o real nesta quarta-feira, refletindo a busca por segurança em todo o mundo depois da reunião do Federal Reserve e de sinais menos vigorosos sobre a economia da China.

A moeda norte-americana avançou 0,68 por cento, para 1,770 real. Enquanto o mercado fechava no Brasil, o dólar subia 1,8 por cento ante uma cesta com as principais divisas, como o euro, que operava abaixo de 1,29 dólar.

As bolsas norte-americanas caíam mais de 2 por cento e o rendimento dos títulos norte-americanos de dois anos recuou ao menor valor da história. Em outro sinal de que o mercado se desfazia de aplicações de maior risco, o iene, moeda preferida para operações de "carry trade", atingiu o maior valor em 15 anos ante o dólar.

O mercado apontava dois motivos para adotar uma postura mais cautelosa e embolsar os ganhos das últimas semanas.

O primeiro era a percepção de que a China, a exemplo de outras grandes economias, diminuiu a velocidade de crescimento. O petróleo caía quase 3 por cento nos Estados Unidos, e as commodities perdiam mais de 1 por cento.

O segundo era a avaliação pessimista que o BC dos EUA fez sobre a economia, na terça-feira, ao anunciar o uso de recursos obtidos com títulos hipotecários para elevar a liquidez do mercado com a compra de papéis do governo.

A intensidade da alta do dólar, porém, foi menor no Brasil, onde a taxa de câmbio tem se mantido perto, mas acima, de 1,75 real. "Houve sim (compra de dólares no Brasil), mas muito menos do que venda de bolsa. O dólar mostrou novamente que ainda tem tendência de venda, porque num dia como hoje era para estar subindo muito mais", disse o gerente de câmbio da corretora Hencorp Commcor, Rodrigo Nassar.

"Ele pode até subir um pouco mais, tem espaço para buscar, quem sabe, o 1,80 (real). Mas, chegando perto, a tendência dele ainda é de baixa", acrescentou.

No Brasil, o Banco Central informou que o fluxo cambial para o país em agosto está positivo em 1,791 bilhão de dólares, com dados referentes até o dia 6. No ano, o país acumula entrada líquida de 5,867 bilhões de dólares.

Na sexta-feira, as reservas somavam quase 260 bilhões de dólares no conceito liquidez internacional.

(Edição de Cesar Bianconi)

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