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SÃO PAULO - De forma geral os contratos de juros futuros conservaram viés de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Mais uma vez, a formação de preço parece mais relacionada aos eventos externos.

SÃO PAULO - De forma geral os contratos de juros futuros conservaram viés de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Mais uma vez, a formação de preço parece mais relacionada aos eventos externos. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para junho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,39%. Julho de 2010 também ganhou 0,01 ponto, a 9,76%. Mas janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava queda de 0,04 ponto, projetando 10,98%. Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 cedeu 0,04 ponto, para 12,17%. Janeiro de 2013 cedeu 0,02 ponto, a 12,52%, e janeiro 2014 marcava estabilidade a 12,57%. Até as 16h15, foram negociados 1.117.760 contratos, equivalentes a R$ 105,55 bilhões (US$ 58,89 bilhões), quase o dobro do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 412.485 contratos, equivalentes a R$ 38,63 bilhões (US$ 21,56 bilhões). Segundo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a tese defendida pelo mercado e endossada pelo comportamento do juros futuros é que o menor crescimento, ou até mesmo recessão na Europa, segura a valorização das commodities e, consequentemente, a inflação doméstica. No entanto, diz o especialista, a dinâmica de preços local está mais relacionada à forte demanda doméstica. Por isso mesmo é que o Banco Central deve seguir com o ajuste na taxa básica de juros. Agostini lembra que commodites em baixa só têm impacto nos preços locais quando essa queda for repassada para os IGPs. Mas não é isso o que acontece agora. "Tem um descasamento de cenários", diz o especialista, indicando que o preocupa é a dinâmica atual de preços, não a futura. Fora isso, Agostini acredita que ainda é cedo para apostar nesse cenário de queda mais forte na Europa "Mas parece que o mercado está firme nisso." Na agenda do dia, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou uma nova prévia do Índice Geral de Preços - Mercados (IGP-M) de maio. A inflação no atacado subiu 0,95%, em linha com as previsões de mercado. Em igual período do mês passado, a variação foi de 0,50%. (Eduardo Campos | Valor)

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