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O juro do cheque especial, por exemplo, passou de 6,75% para 7,15% ao mês - acréscimo de 0,4 ponto percentual

A Caixa aumentou o juro do empréstimo pessoal de 4,39% para 4,78% ao mês, o que implica alta de 0,39 ponto percentual. Já o juro do cheque especial passou de 6,75% para 7,15% ao mês - um acréscimo de 0,4 ponto percentual. Com as mudanças feitas pelo banco estatal, o juro médio do empréstimo pessoal foi a 5,21% ao mês, uma alta de 0,04 ponto percentual em relação a abril (5,17% a.m.). A taxa equivale a 83,88% ao ano. Já o juro médio do cheque especial, de 8,83% ao mês (correspondente a 175,96% ao ano), também ficou 0,04 ponto percentual superior aos 8,79% obtidos no mês anterior.

A variação ocorreu após cinco meses de estabilidade na taxa média do empréstimo pessoal e oito meses sem alteração nos juros do cheque especial. Apesar do pequeno aumento, a Caixa Econômica Federal continua com o menor juro de cheque especial dentre as dez instituições. A taxa mais alta é a cobrada pelo Safra, de 12,30% mensais.

No empréstimo pessoal, a menor taxa foi a do Banco do Brasil e Nossa Caixa, de 4,48% mensais. A maior, do Itaú e Unibanco (5,86% ao mês). Em nota, os técnicos do Procon-SP dizem que não se pode concluir, com base nos resultados desta pesquisa, que o mercado tenha iniciado um movimento de alta nas taxas de juros, uma vez que somente a Caixa promoveu aumentos.

Entretanto, segundo eles, a recente elevação da taxa Selic representa o início de um novo ciclo de aperto monetário e o custo do crédito deve subir. Na última reunião, o Banco Central elevou a taxa de juros básica em 0,75 ponto percentual, para 9,5% ao ano.

Foi a primeira alta desde setembro de 2008, mês do estopim da crise mundial, com a quebra do banco americano Lehman Brothers. A pesquisa realizada pelo Procon nos dias 3 e 4 de maio analisou as operações do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

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