Independentemente da decisão desta quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom), o Brasil vai permanecer na liderança do ranking mundial do juro real, medida que desconta da taxa básica a inflação projetada para os 12 meses seguintes. Se a Selic for mantida em 8,75% ao ano, o juro real, segundo a UpTrend Consultoria, continuará em 4% ao ano, ante 2,6% da Indonésia e 2,5% da China.

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=economia%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237561790131&_c_=MiGComponente_C

Se a taxa Selic for elevada em 0,25 ponto porcentual, a taxa real vai a 4,2%. Se houver uma alta de 0,50 ponto, o juro real subirá para 4,5% ao ano.

Na lanterna do levantamento está a Índia, com uma taxa negativa de 11,2% ao ano. Isso significa que um investidor que aplica dinheiro em títulos públicos do país tem uma rentabilidade inferior à inflação. Nos Estados Unidos, a taxa real também está negativa: 2,4%. O objetivo dessa política é estimular a atividade econômica por meio da expansão do consumo das famílias.

No auge da crise, a maioria dos países relaxou a política monetária para combater os efeitos da desaceleração global. No Brasil, a taxa saiu de 13,75% ao ano no fim de 2008 para o nível atual.

Hoje, há praticamente consenso entre economistas e analistas de mercado de que a Selic terá de ser elevada. A maioria dos especialistas avalia que o Banco Central (BC) iniciará esse movimento em abril, mas muitos esperam uma alta na reunião do Copom que termina nesta quarta-feira.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.