Entre janeiro e março deste ano, houve 267 aberturas de capital em todo o mundo, totalizando US$ 53,2 bilhões

O volume mundial de aberturas de capital de empresas (IPO, na sigla em inglês) mostrou melhora no primeiro trimestre deste ano, voltando ao nível anterior à crise. O Brasil foi o quarto país da lista de maiores captações no período, somando US$ 3,3 bilhões, o que representou 6% do total. Em primeiro lugar ficou a China (US$ 19,7 bilhões), seguida do Japão (US$ 11,1 bilhões) e dos Estados Unidos (US$ 4,2 bilhões), segundo levantamento da consultoria Ernst & Young.

Entre janeiro e março deste ano, houve 267 aberturas de capital em todo o mundo, que totalizaram US$ 53,2 bilhões. No primeiro trimestre de 2009, haviam sido 52 operações, que levantaram US$ 1,9 bilhão, o que representou o pior resultado em uma década. "Voltamos para o patamar de 2007", explicou Paulo Sérgio Dortas, sócio responsável por IPOs na Ernst & Young. "Precisamos tomar um pouco de cuidado com as comparações, porque o ano passado foi bastante ruim."

Segundo Dortas, das cinco aberturas de capital feitas no Brasil no primeiro trimestre, somente uma, a da Ecorodovias, ficou dentro da faixa de preço esperada. As outras quatro - incluindo a OSX, do empresário Eike Batista - tiveram preço abaixo do esperado. "Os investidores estão exigindo um desconto maior, e não somente no Brasil", disse o consultor. Apesar de ter acontecido somente um IPO no Japão, da Dai-Ichi Life Insurance, ele foi o maior do trimestre, levantando US$ 11,1 bilhões. O Brasil teve três empresas na lista dos 20 maiores IPOs, ficando atrás somente da China, com sete.

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