Segundo Octávio de Barros, economista-chefe do banco, país apresenta ainda um baixo grau de alavancagem

O Brasil vive uma pequena bolha de crédito, mas a situação não preocupa. A afirmação foi feita hoje pelo economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros.Segundo ele, o país apresenta um baixo grau de alavancagem creditícia, o que faz com que o momento atual não seja algo que deva prejudicar a economia no longo prazo. "Não está no nosso cenário nada próximo do que tem acontecido em alguns países, afirmou, referindo-se à crise de crédito nos Estados Unidos.

O Bradesco prevê para 2010 uma relação crédito/PIB de 48,1%, enquanto em 2011 essa relação deverá ficar no patamar de 50,4%. Em 2009, o índice ficou em 45%. Barros enfatizou ainda que a participação do crédito habitacional no estoque total de crédito do sistema financeiro nacional deverá aumentar nos próximos anos. Esse cenário deve se desenhar ao mesmo tempo em que a inadimplência da pessoa física acima de 90 dias deverá recuar.

O Bradesco prevê para 2010 uma taxa de inadimplência de 6% e, para 2011, de 5,9%. Em 2009, a taxa ficou em 7,7%. Com relação ao cenário cambial, Barros acredita que o Banco Central deverá continuar atuando por meio de instrumentos de mercado para o controle da valorização do real. "O Banco Central vai continuar a compra de reservas. Mas, na nossa opinião, o alcance dessas medidas é limitado. O Brasil vai continuar caro", afirmou o economista. Para o Bradesco, o câmbio em 2010 ficará no patamar de R$ 1,75, em 2011, de R$ 1,80, e em 2012, de R$ 1,85.

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