SÃO PAULO - A administradora de shopping centers BR Malls conseguiu passar hoje uma revisão de cláusulas financeiras assumidas em sua primeira emissão de debêntures, o que dará à companhia maior folga em seus índices de alavancagem

. Em assembleia geral realizada ontem, os debenturistas autorizaram a empresa a operar com uma relação entre a dívida líquida e geração de caixa de até 3,8 vezes a partir do terceiro trimestre. Tal limite corresponde a uma elevação do múltiplo máximo anterior, de 2,75 vezes. Na prática, a empresa consegue mais folga para captar recursos no mercado de dívida. Em seu último balanço - do segundo trimestre -, a dívida líquida da BR Malls superava em 60% a geração de caixa de um ano medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Além dessa cláusula, foi aprovada na assembleia uma mudança na escritura da emissão das debêntures para excluir as dívidas perpétuas da conta de dívida líquida. Como prêmio à repactuação da dívida, os detentores das debêntures vão receber no dia 29 de outubro o pagamento de um valor equivalente a 0,55% do preço unitário dos papéis, que valem hoje R$ 10,271 mil, no caso da primeira série da emissão, e R$ 11,940 mil, na segunda série. (Eduardo Laguna | Valor)

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