Alta no Brasil segue recuperação nos Estados Unidos. Europa cai, mas menos que nas últimas sessões. Dólar estável, após seis altas

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma sexta-feira de alívio e marcou a primeira alta no fechamento após seis pregões em baixa. O ganho do Ibovespa - principal índice da bolsa paulista - foi de 3,55% e fez com que o indicador retomasse o patamar de 60 mil pontos, encerrando aos 60.259 pontos. Vale lembrar que, na véspera, chegou a romper o suporte dos 58 mil pontos, mas fechou um pouco acima, aos 58.192.

Na opinião de analistas, o movimento de hoje é um "respiro" após tantas quedas seguidas. "Hoje os mercados abriram um pouco mais positivos e a Bolsa tem uma recuperação técnica", comenta Pedro Galdi, analista da SLW. Para ele, também pesa a favor do Ibovespa a alta das commodities, que se recuperam. Para José Góes, analista da WinTrade, as baixas recentes foram exageradas. "Houve um exagero no mercado, agora ele tende a se ajustar", afirma. Desde 12 de maio, quando teve início a série de quedas, o Ibovespa perdeu cerca de 8%.

A alta no Brasil também segue recuperação das bolsas nos Estados Unidos. O índice de tecnologia Nasdaq subiu 1,14%, Dow Jones avançou 1,25% e S&P500 teve ganho de 1,50%. Na Europa , as bolsas recuaram, mas perderam menos do que nas últimas sessões.

Os ministros das finanças dos países da zona do euro estiveram reunidos hoje em Bruxelas para buscar uma solução para a crise fiscal na região. Segundo informações do Valor Online, o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, disse que a maioria dos governos do bloco apoia sanções mais duras para punir países que violaram os limites de déficit e da dívida.

Na Alemanha, o Parlamento aprovou nesta sexta-feira o projeto de lei que estabelece a contribuição do país ao pacote da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o resgate do euro, que chega a 123 bilhões de euros. Contribuição da Alemanha para reforço da moeda pode chegar a 148 bilhões de euros se algum país em crise não desembolsar sua parte.

Também saiu a revisão final do PIB alemão do 1º trimestre , que veio sem alteração em relação ao previamente divulgado, com alta de 0,2% sobre o quarto trimestre do ano passado e de 1,7% sobre o primeiro trimestre de 2009. "O PIB da maior economia européia já atingiu o fundo do poço e está – lenta e gradativamente – voltando ao topo. O processo de recuperação total pode demorar mais dois anos, mas – ao que tudo indica – irão retornar ao antigo patamar", comentam os economistas da Gradual Investimentos.

Na Ásia, a maioria dos mercados caiu nesta sexta-feira, influenciados pela forte queda em Wall Street na véspera. A China foi exceção, impulsionada por expectativas de que o governo não adotará medidas de aperto monetário. O índice Xangai Composto subiu 1,1% e encerrou aos 2.583,52 pontos - na semana, o índice acumulou declínio de 4,2%. O índice Shenzhen Composto ganhou 2,5% e terminou aos 1.008,48 pontos. “Houve alta apenas em Xangai com a expectativa de que medidas contracionistas (como alta de juros ou valorização do yuan) sejam adiadas em função da intensificação da crise na Europa”, explicam os analistas do Banco Fator em relatório matinal.

Dólar

Passados seis dias seguidos de alta, a moeda americana fechou a sessão desta sexta-feira estável. Dados preliminares indicam que, com mínima de R$ 1,846 e máxima de R$ 1,904, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,859 na compra e a R$ 1,861 na venda. Na semana, entretanto, a divisa americana se apreciou em 3,16%, enquanto, no mês, acumula alta de 7,08%. No ano, o dólar avança 6,77%.

(Com agências)

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