Resultados nos EUA e sinais de estímulo à economia americana animaram os mercados; dólar fecha no menor valor desde 2008

O tom otimista que prevaleceu sobre as bolsas globais nesta quarta-feira levou o Ibovespa para seu terceiro dia seguido de ganhos. Resultados corporativos americanos e a ata divulgada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) ditaram o rumo dos negócios. No exterior, as bolsas asiáticas e europeias fecharam no azul, e as americanas tinham sinal positivo no final do pregão. Por aqui, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com ganho de 1,03%, aos 71.674 pontos, e teve um giro de R$ 12,407 bilhões.

Com este desempenho, o índice registra a maior pontuação desde 8 de abril (71.784). Mais cedo, o Ibovespa chegou a registrar o maior nível em mais de dois anos, desde 30 de maio de 2008 (72.592 pontos), aos 71.982 pontos.

No mercado cambial, o dólar caiu a R$ 1,652, o menor valor desde 1º de setembro de 2008.

Em Wall Street, as bolsas também tem uma jornada positiva. Há pouco, o índice Dow Jones avançava 0,66%, o S&P 500 se valorizava em 0,67% e o Nasdaq subia 0,93%. Na terça-feira , as bolsas dos EUA já haviam fechado em alta impulsionadas pela ata do Fed.

O analista da Socopa Corretora Marcelo Varejão avalia que o mercado ainda discute a ata do Fed, divulgada ontem à tarde. "O mercado já estava apostando em medidas de afrouxamento quantitativo e ata deu maior viés para essa expectativa. O mercado espera que o Fed anuncie alguma medida na próxima reunião, de novembro", comentou.

Dados da balança comercial da China também contribuíram para o bom desempenho das bolsas globais. Ações de indústrias e de empresas ligadas a insumos estiveram entre as maiores altas depois de a China informar que seu superávit comercial caiu em setembro para US$ 16,88 bilhões, nível mais baixo em cinco meses, e que as importações chinesas de commodities tiveram um crescimento forte.

Além disso, Varejão assinala que os resultados do JPMorgan Chase e da Intel no terceiro trimestre superaram as estimativas dos analistas e também dão força para as compras nos mercados acionários.

O JPMorgan Chase registrou lucro líquido de US$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 23% em relação aos US$ 3,6 bilhões apurados em igual período de 2009. O lucro por ação ficou em US$ 1,01, superior ao US$ 0,82 dos três meses até setembro do ano passado. A Intel mostrou que seu lucro líquido foi de US$ 2,955 bilhões nos três meses até 25 de setembro, acima do US$ 1,856 bilhão de trimestre correspondente de 2009.

Na Europa, as bolsas também foram favorecidas pelo resultado da produção industrial na zona do euro , que teve um desempenho melhor do que o esperado em agosto.

No Brasil, acontece o vencimento do Ibovespa futuro. O contrato de outubro é liquidado e a referência passa a ser o contrato de dezembro. No mercado corporativo, no final do pregão, as principais altas do Ibovespa partiam dos papéis Eletrobras PNB (7,22%, a R$ 29,27), Eletrobrás ON (7,03%, a R$ 24,83) e MRV ON (6,41%, a R$ 18,09).

(Com Valor Online e agências)

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